São Paulo, 25 (AE) - Para a sorte dos policiais de São Paulo, os barrabravas, grupo de torcedores argentinos conhecidos pela prática de atos de violência, não virão ao Brasil acompanhar o River Plate diante do Palmeiras, amanhã à noite, no Palestra Itália. Não mais que 300 torcedores do clube portenho deverão se deslocar de Buenos Aires a São Paulo, segundo estimativa da Polícia Militar.
"São os bons torcedores", definiu o major Marcos Marinho, subcomandante do 2º Batalhão de Choque da Polícia Militar. Os argentinos ficarão alojados num pequeno setor das cadeiras numeradas cobertas, onde vão receber proteção policial. A diretoria do Palmeiras definiu a área (uma das melhores do Palestra), em razão do bom tratamento que os brasileiros tiveram no Monumental de Nuñes, na semana passada.
A PM também não teme a infiltração de torcedores de outros clubes, principalmente corintianos, no meio dos seguidores do River. "Na segunda-feira, os 32 mil ingressos para a partida já tinham sido vendidos, quase todos para palmeirenses", afirma Marinho. "Não haverá confrontos entre rivais." A principal preocupação dos policiais é com o comportamento dos próprios torcedores do Palmeiras. "Em caso de derrota, teremos de redobrar a atenção para evitar tumultos na saída", disse o major.
A entrada do público também é motivo de cuidados. Marinho pediu para que apenas pessoas com ingressos compareçam ao estádio, de preferência com antecedência. "Quem não tiver e for atrás de cambistas vai acabar ficando fora e causando confusão na porta do estádio." A PM mobilizou um efetivo de 220 homens para a partida: 120 na parte interna do Palestra e outros 100 do lado de fora. O esquema de segurança será o mesmo adotado no jogo entre Palmeiras e Flamengo, sexta-feira, pela Copa do Brasil. "O trabalho funcionou, pois houve poucas ocorrências", explicou Marinho. "Então, resolvemos repetir a operação."

mockup