Rio, 08 (AE) - O técnico da seleção brasileira, Wanderley Luxemburgo, convocou apenas nove jogadores que atuam no exterior - por causa de dificuldades para conseguir a liberação dos que atuam no Brasil - e mesmo assim terá problemas para contar com Rivaldo. A direção do Barcelona informou hoje que não admite dispensar o jogador no meio do Campeonato Espanhol.
Pela primeira vez no ano, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) vai ter de enfrentar problemas para liberar jogadores com clubes europeus. Em 1999, Luxemburgo chegou a ter de dispensar Ronaldo porque a Inter de Milão reinvindicou junto a Fifa o retorno do atacante.
No Brasil, o problema é mais grave e, por isso, o técnico ainda não marcou data para a convocação dos jogadores que atuam no País. Um exemplo disso é Alex, que certamente seria chamado, mas o treinador do Palmeiras Luís Felipe Scolari não admite liberá-lo.
Entre os estrangeiros convocados apenas Fábio Bilica é integrante da seleção olímpica. O zagueiro foi chamado por causa das sua boas atuações e pode até disputar jogos da eliminátórias para a Copa de 2002. Com prestígio junto a Luxemburgo, Rivaldo e Cafu tem grandes chances de disputar a Olimpíada de Sydney. Titulares na Copa América, Zé Roberto e Emerson também contam com a confiança do treinador.
Elber deve assumir a posição de titular no ataque por causa das contusões de Amoroso e Ronaldo. Pelo mesmo motivo, o atacante Jardel ganhou nova chance para provar que as suas cabeçadas podem ser úteis a seleção. A convocação de Evanílsonn é mais uma tentativa de Luxemburgo de encontrar o reserva ideal poara Cafu. As péssimas atuações de Macini no Pré-Olímpico fizeram o técnico voltar a se preocupar com a deficiência. O lateral esquerdo Roberto Carlos também foi convocado, mas seu nome não constava da relação inicial divulgada pela CBF porque o Real Madrid, seu clube, só confirmou a liberação no final da tarde.
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, defendeu que o futebol não seja mais disputado na Olimpíada. "O futebol dá muita renda para o Comitê Olímpico Internacional (COI), mas é mal-tratado na competição", afirmou. "Outros dirigentes sul-americanos também defendem essa posição." Teixeira ressaltou que a CBF sempre tem prejuízo por participar da Olimpíada.