Campeão, sem discussão alguma. O futebol devolveu ao Barcelona o título que, no dia 17 de maio de 2014, há justamente um ano, o Atlético o tirou no Camp Nou. O Barça se tornou campeão da Liga no mesmo Vicente Calderón, sem a necessidade do resultado de Cornellà. Um gol de Messi reluziu mais do que os três de Cristiano Ronaldo ou os quatro do Real. Tinha que ser Leo, o melhor jogador do mundo, quem garantiria o título. Com justiça, com autoridade, com tranquilidade, com a moderação e a habilidade de um gênio. Vinte e três campeonatos para os Blaugranas, sete no século XXI. Sete desde que Messi passou a fazer a diferença. Sete desde o seu reinado.
A imagem dos jogadores do Barcelona dando a volta olímpica sob os aplausos no Vicente Calderón deixava claro que o triplete está mais perto para os catalães. Chegou o primeiro título. A primeira festa das três que os esperam. Ninguém poderá discutir nada.
Foi uma partida disputada desde o primeiro momento. Não pela tática, previsível do Barça, que só alterou seu time titular com Pedro no lugar de Suárez. Nem pelos titulares do Atlético, que eram esperados. Mas pelo desenrolar das ações ofensivas. Messi teve três chances diante do goleiro Oblak. O árbitro também não viu mão de Juanfran em cabeçada do argentino, um pênalti claro.
A defesa do Atlético estava bem, e o gol deveria cair dos céus para o Barcelona, pois as chances eram poucas. E apareceu Messi, o talento personificado, para mudar a partida. O Calderón se agitou ao vê-lo levar a bola, tabelar com Pedro e marcar. O Barça era campeão com toda mística e suspense do mundo.

Imagem ilustrativa da imagem BARCELONA É CAMPEÃO
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