São Paulo - O Barcelona é bicampeão espanhol. Bom para o time, para a seleção brasileira e para Ronaldinho Gaúcho, o grande astro desses times. Com uma vitória sobre o Celta por 1 a 0 (que nem era necessária depois da derrota do Valencia), o clube catalão ganhou sua 18ª taça da competição – o Real Madrid segue distante, com 29 títulos.
  Agora, Ronaldinho pode ser poupado para a final da Copa dos Campeões, no próximo dia 17, contra o Arsenal, em Paris. Ele também estará mais descansado para o Mundial da Alemanha, como era o desejo de Carlos Alberto Parreira.
  Ainda faltam três jogos para o Barcelona no Espanhol. Jogá-los sem Ronaldinho, se a taça ainda não estivesse garantida, seria uma temeridade. Nos sete jogos que o melhor do mundo não atuou na competição, o clube teve desempenho digno de bloco intermediário. O aproveitamento foi de 52%, o que deixaria a equipe em um modesto sétimo lugar.
  Ontem, o Barcelona ficou sabendo que era campeão no intervalo, quando a derrota do Valencia para o Mallorca estava sacramentada. Ainda com Ronaldinho em campo, o camaronês Eto‘‘o fez o gol da vitória. O ritmo do time caiu depois que o brasileiro foi substituído por Frank Rijkaard, e o Celta até chutou bola na trave.
  O Barcelona é mais uma vez campeão espanhol com larga vantagem sobre a concorrência. O time tem 11 pontos a mais que o Valencia e 13 em relação ao Real Madrid, o seu maior rival. ‘‘O título é um prêmio ao esforço, ao trabalho bem feito e ao espetáculo. Duas ligas seguidas é extraordinário’’, disse Joan Laporta, o presidente do Barcelona, que comemorou de forma efusiva já quando soube do fracasso do Valencia em Mallorca. Milhares de torcedores da equipe catalã também invadiram as ruas da cidade quando a bola ainda rolava em Vigo.
  O título ganho ontem consagra a política de Laporta de apostar em jogadores nascidos no Brasil. Além de Ronaldinho, o clube tem Belletti, Sylvinho, Edmílson, Thiago Motta e Deco.

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