São Paulo - Um dia após a goleada sobre o La Coruña por 8 a 0 e o fim da sequência negativa, o Barcelona fez ontem a cerimônia de apresentação oficial do projeto de reforma do estádio Camp Nou. No início de março, o clube havia divulgado que a proposta vencedora da reforma do local foi do estúdio japonês Nikken Sekkei em conjunto com a Joan Pascual i Ramon Ausió Arquitectes, da Catalunha. A proposta foi escolhida por uma comissão que tinha cinco membros do clube, três do Colégio de Arquitetos da Catalunha (COAC), e um da prefeitura de Barcelona.
A apresentação contou com a presença dos jogadores Iniesta, Messi, Mascherano e Busquets, além de Josep Maria Bartomeu, presidente do clube. "Faz 66 anos do primeiro referendo para a construção do Camp Nou atual. O estádio envelheceu. Foi o melhor estádio do mundo, mas já não é. O Camp Nou atual já não se pode melhorar. Cerca de 40% do estádio não foi tocado desde a sua inauguração", disse Bartomeu. "Os jogadores terão a melhor instalação para jogar futebol. Barcelona e (o bairro) Les Corts aproveitarão de um espaço aberto, novo. Será um novo ícone de Barcelona. É um projeto do Barça e um motor econômico para a cidade", acrescentou o dirigente, assegurando que o estádio não ficará fechado para reformas. A expectativa é que o estádio fique pronto para a temporada 2021/22. Na primeira fase da obra, a atual capacidade de pouco mais de 99 mil vai cair para 85 mil, mas logo no início da temporada de 2017/18, sobe para 95 mil. Na pré-temporada seguinte volta a descer para a casa dos 80 mil, mas logo vai se aproximar dos 100 mil. Em 2019/20, o Camp Nou vai passar a temporada recebendo 94 mil pessoas, mas no ano seguinte já vai para o seu tamanho final, capaz de receber 105 mil torcedores. Na última etapa será construída a cobertura. Segundo o comunicado do clube, o projeto se destaca por ser aberto, elegante, sereno, atemporal, mediterrâneo e democrático. A intenção inicial também era de manter a identidade de um estádio emblemático.

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