Bancada da bola leva olé na CPI
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quarta-feira, 31 de outubro de 2001
Agência Estado<BR>De Brasília 
A tropa de choque da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) comemorava a vitória ontem na reunião da CPI do Futebol do Senado quando levou um gol, de contra-ataque, nos últimos minutos da sessão. Os senadores que apóiam a atual cúpula do futebol brasileiro, liderados por Maguito Vilela (PMDB-GO), Gilvam Borges (PMDB-AP) e Gerson Camata (PMDB-ES), aprovaram um requerimento encerrando todas as convocações de depoentes na CPI até o final do ano. Só que o presidente da CPI, senador Álvaro Dias (PDT-PR), anunciou o depoimento do contador da CBF, Oswaldo Ferreira, para o dia 8 de novembro.
''Está errado. Nós acabamos de aprovar um requerimento, por unanimidade, impedindo a convocação de qualquer pessoa até o final do ano'', bradou Gilvam. ''Sim, senador, mas a lei não retroage e a aprovação da convocação de Osvaldo Ferreira aconteceu em abril'', arrematou Dias. A jogada desarticulou a bancada da CBF, que deixou o plenário da comissão indignada. ''Isso é uma molecagem'', protestou Gilvam, observando que tinham permanecido na sessão por quatro horas discutindo uma questão que já estava decidida.
O anúncio da convocação de Ferreira deu um gosto de gol nos acréscimos para a presidência da CPI. Dias reconheceu que a presença, ontem, de senadores que pouco ou nunca compareceram às reuniões da CPI, com posições tão claramente favoráveis à CBF, é um sinal de que a votação do relatório final da comissão será uma guerra. ''Teremos uma discussão bastante interessante, mas tenho fé que o relatório será aprovado''.


