Banana Bowl chega às finais
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quinta-feira, 11 de março de 1999
Por Chiquinho Leite Moreira 
São Paulo, 12 (AE) - Futuras estrelas do tênis passaram esta semana pelas quadras do Clube Pinheiros, em São Paulo. O Blue Life Banana Bowl, um dos maiores torneios da categoria do circuito mundial, termina neste domingo, com as finais masculina e feminina e a perspectiva de manter sua tradição de revelar talentos. Esta competição já teve disputas memoráveis, como a decisão do título dos 18 anos entre John McEnroe e Ivan Lendl. Entre as mulheres, a tenista mais lembrada é a argentina Gabriela Sabatini, que desde os tempos de menina já encantava pela beleza e categoria de seu tênis. A final feminina deste domingo terá transmissão pela Globosat/SporTV.
Desta vez, o Blue Life Banana Bowl confirmou o incrível crescimento do tênis francês. Dos oito finalistas (masculino e feminino) três jogadores vieram da França: Eric Prodon, Paul Mathiew e Virginia Razzano, esta já consagrada com o recente título juvenil do Aberto da Austrália. Não há dúvidas que atrás de Amelie Mauresmo virão outras boas jogadoras.
O tênis latino americano - com maior número de participantes - levou para as semifinais os argentinos Antonio Pastorino e Maria Salerni, além do venezuealo José de Arma. Mas, as maiores esperanças estão com outro argentino Guillermo Coria e o brasileiro Thiago Alves. No feminino, os brasileiros sonham em ver Carla Tiene, de 17 anos, - que se despediu no Blue Life Banana Bowl das competições juvenis - conquistando títulos e posições no ranking da WTA (Associação Feminina de Tênis).
Thiago Alves ainda mantém-se por mais um tempo no juvenil. Este ano terá uma temporada importante. Vai disputar as chaves juniores de Roland Garros e Wimbledon. Estas competição são duas das maiores vitrines do tênis mundial e se fizer boas apresentações, certamente, ganhará apoio e patrocinadores.
Curiosamente, o argentino Coria já conta com um contrato milionário assinado por quatro anos, com fábrica de material esportivo. Tem estilo e perfil de ganhador, mas a diferença entre juvenil e profissional é enorme e nem sempre as promessas conseguem repetir os bons resultados nos circuitos da ATP ou WTA.
Para a torcida brasileira, hoje sem mais os grandes torneios de outros tempos, o Blue Life Banana Bowl é a melhor chance de se ver um bom tênis. Esta competição faz parte do grupo "A" da Federação Internacional de Tênis (ITF) está no mesmo nível de Roland Garros e Wimbledon, por exemplo, e atraiu um total 257 jogadores de 27 países.
Entre os olhos da torcida estavam esta semana no Pinheiros Alcides Procópio, ex-jogador de Copa Davis, e idealizador do Banana Bowl, em 1969, e a grande campeã Maria Esther Bueno. Diversas vezes campeã de torneios do Grand Slam, num feito jamais alcançado por um brasileiro, ela emprestou seu prestígio à competição e deu seu apoio com simpatia.
A organização do Blue Life Banana Bowl é da Federação Paulista de Tênis, que este ano tomou todos os cuidados, como revelou o presidente Raul Cilento, para não ouvir nenhuma reclamação e manter a competição do grupo "A", da ITF.


