Baixinhos do Palmeiras também se dão bem nas jogadas pelo alto
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2000
Por Dinoel Marcos de Abreu 
São Paulo, 17 (AE) - Os baixinhos do Palmeiras são as armas do técnico Luiz Felipe Scolari neste começo de temporada. Com as saídas de bons cabeceadores, como os atacantes Oseas (1, 85 metro) e Evair (1,84 m), além dos zagueiros Júnior Baiano (1,92 m) e Cléber (1,82 m), o treinador admite que teve de mudar o estilo do time nos cruzamentos na área adversária.
No ano passado, dos 195 gols marcados pela equipe, 48 foram de cabeça. Só Oseas fez oito gols de cabeça. O resultado continua dando certo. Na goleada sobre o The Strongest, da Bolívia, por 4 a 0, quarta-feira, no Palestra Itália, pela Taça Libertadores da América, os gols da equipe surgiram em jogadas pelo alto.
Ele espera o mesmo sucesso contra o Botafogo-RJ, sábado, no Maracanã, pelas semifinais do Torneio Rio-São Paulo. "Tenho de trabalhar com o que me deram", diz o treinador. "Eu queria um atacante alto, de bom porte físico para as jogadas aéreas, mas veio o Basílio, que é veloz e esperto", conta. "Vamos então explorar essas qualidades."
Scolari admite que o Palmeiras tem hoje um time com muitos baixinhos: Arce, Rogério, Júnior, Euller, Basílio e Alex são jogadores com menos de 1, 80 m. "A bola alta continua sendo um ponto forte do time", diz o treinador, ao lembrar que no elenco há ainda especialistas no cabeceio pelo alto, como os zagueiros Argel, Roque Júnior e Índio e o volante Galeano. "A tática é fazer os cruzamentos para os baixinhos anteciparem as jogadas, como Basílio fez contra os bolivianos."
Para Basílio, de 1,68 m, o gol que marcou na quarta-feira foi resultado da sua tática de infiltrar-se entre os zagueiros. "Enquanto eles marcaram os altos do time, eu fui rápido e enganei a defesa", lembra o atacante, que, por causa de um problema muscular, é dúvida para o jogo de sábado.
Euller, que marcou só dois gols de cabeça dos 11 da temporada de 99, diz que o Palmeiras está diversificando até sua maneira de explorar as jogadas pelo alto. Na vitória de quarta-feira, o time fez os gols em quatro jogadas diferentes. "Marcamos nos cruzamentos em cobrança de falta, escanteio, e cruzamentos pela direita e esquerda", ressalta o atacante, de 1,71 m. "Se o time mantiver a variação de jogadas, poderemos surpreender novamente os zagueiros", acredita Euller.


