Imagem ilustrativa da imagem 'Baixinho' campeão na praia
| Foto: Leon Neal/AFP
Com 1,85 m, Bruno Schmidt superou a exigência de altura mínima no vôlei para conquistar o ouro com o parceiro Alison



Rio de Janeiro - Ganhador do ouro olímpico no vôlei de praia, Bruno Oscar Schmidt, 1,85 m, não pôde disputar vaga para Londres-2012 por não atingir altura mínima exigida pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) à época, afirmou seu pai Luiz Felipe.
Minutos após a vitória contra a equipe da Itália, Bruno dedicou o título ao pai, que o impediu de abandonar a carreira de atleta do vôlei de praia. "É muito difícil ser um jogador do meu porte. Cansava demais. Eu perguntava: pai, não estou perdendo tempo nisto? Meus amigos já estavam se formando e eu insistindo numa coisa em que ninguém me queria", disse Bruno. "Mas meu pai nunca me deixou parar. Dedico muito a ele. Por causa dele estou aqui. Sempre acreditou em mim."
"Chegou um momento em que o lado psicológico começou a balançar. Quis parar. Ele dizia: vai ser difícil, mas você vai ser campeão. Meu pai nunca deixou que eu perdesse tempo e dizia que eu devia esquecer as críticas", relembrou Bruno.
Entre os 48 atletas que disputaram o vôlei de praia na Rio-2016, só havia três mais baixos do que Bruno - todos eliminados antes das quartas-de-final da competição. O mais alto, o holandês Christiaan Varenhorst, com 2,11m, tem 26 centímetros a mais do que o brasileiro.
"Teve uma época, na CBV, que se quis criar o limite mínimo de altura. E o Bruno estava abaixo desse limite. Não era convocado para nada. Na Olimpíada de Londres ele estava fora dos critérios da CBV. Não teve chance nem sequer de concorrer à vaga", afirmou Luiz Felipe Schmidt, 54.

mockup