Baiano pensa em voltar ao Brasil
Londrina - Há três anos no Japão, o baiano Péricles Chamusca conta que ele e sua família já estão totalmente adaptados à cultura do país. Mesmo assim, o treinador revela que pretende um dia voltar a trabalhar no Brasil. Confira mais este trecho da entrevista:
Folha - Como é a sua vida aí no Japão? Demorou para se adaptar à cultura, culinária, idioma?
Chamusca - Aqui é muito tranqüilo. Temos tudo. A adaptação não foi difícil. Minha família se deu muito bem, somente as crianças estranharam as aulas no início. Elas estudam em escola japonesa e demoraram um pouquinho para adaptar, mas agora já estão acostumada. Temos à disposição um tradutor para a família e outro no clube, então não temos grandes dificuldades. Comemos comida brasileira, pois temos bons restaurantes, mercados especializados que entregam em nossas casas. Só comemos comida japonesa se quisermos. Existem muitos brasileiros aqui e as facilidades estão por toda parte.
Passou algum constragimento por conta das diferenças culturais?
Não, nunca tivemos problemas. O fato de termos sempre alguém conosco para traduzir ajuda bastante. Agora, já estamos falando japonês e não passamos por saia justa.
Você conquistou a Copa do Brasil, mas acabou não se firmando em nenhum clube de ponta no País. Você tem esse desejo de voltar ao Brasil ou pensa em seguir carreira no exterior?
Fiz uma boa campanha com o São Caetano e no Goiás disputei apenas o estadual e foi bom. Tenho vontade de voltar sim, e acredito que é necessário conhecer outros países, culturas, para adquirir experiência e voltar para um grande clube. Não sei por quanto tempo vou permanecer aqui, mas quero voltar com experiência para assumir algo grande, bom. (T.M.)





