São Paulo - O governo de Bahrein anunciou que investirá aproximadamente US$ 150 milhões para construir um autódromo de Fórmula 1 no deserto, nas cercanias da cidade de Sakhir. Bahrein será o primeiro país do Oriente Médio a organizar um GP.
''Será um evento histórico. Este circuito vai dar mais força ao turismo e será importante economicamente'', disse Shaik Mohammed Al Khalifa, presidente do circuito de Bahrein, em uma conferência de imprensa.
O dinamarquês Peter Hansen, diretor-executivo do autódromo, disse que a obra será iniciada em novembro e que deverá estar terminada em março de 2004. No último dia 14 de setembro, Bernie Ecclestone, o todo-poderoso da F-1, anunciou em Monza, na Itália, um acordo com o príncipe-herdeiro do Bahrein, Shaikh Hamad Al-Khalifa, no qual o país de 650 mil habitantes receberia um GP de F-1 a partir de 2004.
Falta ainda encontrar um espaço no carregado calendário da entidade. ''A prova só poderá ser realizada no final da temporada, porque, antes, o calor é insuportável'' disse Peter Hansen.
O grande trunfo do Bahrein é a liberdade para a publicidade de cigarros uma importante fonte de recursos da F-1. Por isso, não está descartada que Bahrein substitua uma das provas na Europa.
Sakhir, onde será construído o circuito, está a aproximadamente 30 quilômetros de Manama, capital do país. A previsão é de que o circuito tenha seis pistas uma delas será exclusiva para a F-1 e as outras para outras categorias e capacidade para abrigar 70 mil pessoas.
Parceria O inglês Frank Williams, dono do time de F-1 que leva o seu nome, declarou ontem que gostaria de ampliar as relações da escuderia com a montadora alemã BMW. Segundo Williams, isto daria maior estabilidade para o futuro.
Atualmente a BMW investe na Williams apenas como fornecedora de motores.

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