Sal­va­dor - Clu­be acos­tu­ma­do a tí­tu­los no fu­te­bol na­cio­nal, o Ba­hia vi­ve a ­pior fa­se de sua his­tó­ria. Des­de 2003, o ti­me não sa­be o que é dis­pu­tar a Sé­rie A do Cam­peo­na­to Bra­si­lei­ro. No pe­río­do, che­gou a par­ti­ci­par, por ­dois ­anos se­gui­dos (2006 e 2007) da Sé­rie C.
  Os tem­pos mu­da­ram. A mes­ma tor­ci­da que via um ti­me qua­se im­ba­tí­vel em 1988, ano da con­quis­ta do Cam­peo­na­to Bra­si­lei­ro, co­me­mo­rou a per­ma­nên­cia na Sé­rie B nes­ta tem­po­ra­da co­mo um tí­tu­lo. ­Pior: des­de 2001 o Ba­hia não con­quis­ta nem o cam­peo­na­to es­ta­dual, do ­qual ain­da é o ­maior ven­ce­dor, com 43 ta­ças. No pe­río­do, viu o ar­quir­ri­val Vi­tó­ria ven­cer a com­pe­ti­ção se­te ve­zes - ago­ra tem 25.
  O Ba­hia ain­da foi pro­ta­go­nis­ta de uma das maio­res tra­gé­dias do fu­te­bol bra­si­lei­ro quan­do, em 25 de no­vem­bro de 2007, se­te tor­ce­do­res mor­re­ram na par­ti­da con­tra o Vi­la No­va, pe­la Sé­rie C, na Fon­te No­va. O pla­car de 0 a 0, que ga­ran­tia o re­tor­no à Sé­rie B, era mo­ti­vo pa­ra co­me­mo­ra­ção de 60 mil pes­soas que lo­ta­vam o es­tá­dio, mas o co­lap­so de par­te do ­anel su­pe­rior de ar­qui­ban­ca­das ofus­cou a fes­ta. No ano se­guin­te, o Ba­hia foi obri­ga­do a man­dar ­seus jo­gos em Fei­ra de San­ta­na. A ar­re­ca­da­ção ­caiu 85% em 2008.
  Já a tem­po­ra­da de 2009 che­ga ao fim sem pro­mes­sa de ­dias me­lho­res. Os sa­lá­rios es­tão atra­sa­dos há ­dois me­ses, os di­rei­tos de ima­gem não são pa­gos há ­três e o clu­be já anun­ciou cor­te de or­ça­men­to pa­ra 2010: a fo­lha sa­la­rial, que che­gou a R$ 900 mil es­te ano, se­rá de R$ 400 mil. (Tia­go Dé­ci­mo/A.E.)

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