Rio de Janeiro - A péssima campanha no Campeonato Brasileiro dos clubes cariocas e o poder de alguns jogadores conhecidos como badboys resultaram numa debandada inédita de técnicos do Rio, em menos de 24 horas. O do Fluminense, Ricardo Gomes, foi demitido na noite de domingo, após o empate do Tricolor com o Paysandu, no Maracanã.
Ontem, Paulo Cesar Gusmão, do Flamengo, entregou o cargo, alegando ingerência da diretoria do Rubro-Negro em seu trabalho e deixando a entender que havia incompatibilidade com o meia Felipe. Para completar, Mauro Galvão, do Botafogo, também decidiu sair, após uma conversa com o presidente do Alvinegro, Bebeto de Freitas.
Ricardo Gomes não resistiu à pressão pelos resultados adversos e pelo constante desgaste com Romário e Edmundo. Com relação ao primeiro, quis acabar com as regalias do atacante, até por causa da reação dos demais atletas que reclamavam do tratamento especial da diretoria do Fluminense a Romário.
Paulo Cesar Gusmão estava contrariado havia dias com o que considerara intereferência da diretotia do Flamengo em suas decisões. Sua relação com Felipe estava estremecida e há indícios de que o jogador o estava boicotando.
Mauro Galvão reuniu-se ontem pela manhã com Bebeto de Freitas, a quem pediu reforços, questionando a qualidade do grupo em mãos. Como o dirigente negara a possibilidade de novos investimentos, Galvão pediu demissão.

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