São Paulo - Está com Neymar todo o protagonismo do clássico entre Argentina e Brasil, nesta quinta-feira, em Buenos Aires, pela terceira rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. Se não bastasse a ausência de Messi, que nem foi convocado por estar machucado, Neymar se apresentou ontem à seleção ainda mais badalado depois do golaço que marcou no último domingo diante do Villarreal, pelo Campeonato Espanhol.
De costas para o seu marcador, o craque do Barcelona deu um chapéu no adversário e, antes de a bola cair no chão, bateu de primeira para o gol. Aplaudido de pé no estádio Camp Nou, em Barcelona, Neymar chegou a ser comparado a Pelé pela imprensa europeia.
Neymar desembarcou no Brasil ontem no mesmo instante em que Dunga comandava o primeiro treino da seleção no CT do Corinthians, em São Paulo. O craque chegou ao hotel onde a seleção está hospedada junto com o lateral-direito Daniel Alves e não quis falar com a imprensa. Cerca de 30 jornalistas o aguardavam. Após descer do carro que o trouxe do aeroporto, localizado a poucos quilômetros do hotel, tirou fotos com duas fãs que o esperavam na recepção. O craque passou pelos jornalistas carregando as próprias malas e limitou-se a dar um breve aceno às câmeras.
Neymar viajou de Barcelona para São Paulo em voo comercial. A viagem durou 12 horas. Além de Neymar e Daniel Alves, não participaram do treino o atacante Hulk (Zenit St.Petersburg), o lateral-direito Danilo (Real Madrid) e o zagueiro Gabriel Paulista (Arsenal), que ainda não haviam chegado ao Brasil.
Neymar está de volta à seleção depois de cumprir suspensão nos dois primeiros jogos das Eliminatórias, contra Chile e Venezuela, por causa de punição imposta pela Conmebol após expulsão na Copa América. Dunga aposta todas as suas fichas no craque para derrubar a Argentina, no estádio Monumental de Núnez, e conquistar a primeira vitória fora de casa nas Eliminatórias. No dia 17, a seleção enfrenta o Peru, em Salvador.
Em partidas oficiais, o time tem se mostrado muito dependente de Neymar. Sem o atacante, o desempenho é ruim. Desde 2010, quando Neymar estreou pela seleção, o Brasil disputou 21 jogos oficiais. O craque não esteve em campo em seis oportunidades. Foram três derrotas, duas vitórias e um empate. Na Copa do Mundo, sem o craque, a seleção perdeu por 7 a 1 para a Alemanha e por 3 a 0 para Holanda. Nas Eliminatórias, caiu por 2 a 0 diante do Chile. As duas vitórias foram contra a Venezuela (uma na Copa América e outra nas Eliminatórias). Já o empate teve gosto de derrota porque o Brasil caiu nos pênaltis para o Paraguai e foi eliminado da Copa América.
Nas 16 partidas oficiais que a seleção disputou com Neymar em campo, o aproveitamento é bem diferente. E melhor. São 10 vitórias, cinco empates e apenas uma derrota - para a Colômbia.

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