'Baby' treina para derrubar número 1
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quinta-feira, 10 de maio de 2012
Thiago Mossini <br> Reportagem Local 
Após ser confirmado na delegação brasileira que vai disputar a Olimpíada de Londres, um dos principais nomes do judô brasileiro na atualidade, Rafael Silva, o Baby, se prepara agora para uma missão quase que impossível. Para chegar ao tão sonhado ouro olímpico, ele terá que fazer o que ninguém conseguiu desde Pequim 2008: derrotar o fenômeno francês Teddy Riner.
Baby, que nasceu em Campo Grande, mas foi criado em Rolândia, é o terceiro colocado no ranking mundial na categoria acima de 100 quilos. Na semana passada, ele venceu o Pan-Americano da modalidade disputado no Canadá, batendo o cubano Oscar Brayson, de quem havia perdido nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no ano passado.
Agora, aguarda ansioso por uma vitória sobre o francês pentacampeão mundial e demolidor de adversários. ''Espero que seja nos Jogos (Olímpicos), onde a maior pressão vai estar com ele'', afirmou Baby. E ele tem razão. Apesar do currículo impressionante, Riner nunca venceu uma olimpíada. Em Pequim, quatro anos atrás, ele ficou com a medalha de bronze.
A vontade é tão grande de acabar com a invencibilidade do rival, que Baby está até fazendo treinos específicos pensando em um possível combate contra o francês em Londres.
''O treino é bem focado nas dificuldades que tenho na luta contra ele. Identifiquei o meu ponto fraco para melhorar isso e pegar ele na 'porrada''', afirmou o judoca do Pinheiros (SP). ''São coisas que eu preciso melhorar, como posições táticas da pegada e força bruta mesmo''.
E para suprir estes problemas, o judoca implementou em seus treinamentos o trabalho de levantamento de peso olímpico. ''Isso tem me ajudado bastante'', reconheceu, lembrando que não pode perder o foco nos demais concorrentes. ''Claro que penso nos demais adversários também''.
Baby sabe que, para enfrentar Riner, é preciso ser perfeito durante as eliminatórias. Por isso, mantém, o foco em cada luta e não faz projeções. ''Estou com a expectativa de lutar bem, de estar bem tranquilo, que daí as coisas acontecem. Pensar em prêmio ou posição antes da guerra é um erro. Tenho que ir luta por luta e ver o que acontece'', analisou.
Amanhã, o judoca embarca para o Japão, onde passará os próximos 20 dias em treinamento. Ele contou que esse trabalho será muito importante por causa da carga de treinos e da quantidade de adversários que irá enfrentar na preparação. ''Lá tem muitos adversários para treinar, de diferentes estilos e de todos os pesos. Aqui no Brasil é um pouco complicado de encontrar adversários para me ajudar no treino'', apontou. A delegação brasileira viaja no dia 16 de julho para Londres.


