Evitar o desespero. Essa é a maior preocupação do São Caetano depois da derrota por 4 a 2 para o Atlético-PR no primeiro jogo da decisão do Campeonato Brasileiro. Tanto o grupo de jogadores quanto a comissão técnica temem que a obrigação de vencer o segundo jogo por, no mínimo, dois gols de diferença, provoque uma correria desmedida no campo. Pelo menos esse era o clima ontem, na reapresentação da equipe no estádio Anacleto Campanella.
E o sentimento não é para menos. Jogar aberto diante dos paranaenses parece uma atitude quase suicida. O argumento para embasar essa teoria é simples: a equipe de Geninho conta com o ataque mais positivo da competição (67 gols marcados). Como se não bastasse, o artilheiro Kléber (17) volta depois de cumprir suspensão automática. Ele vai jogar ao lado de Alex Mineiro que, com os seis gols que marcou nos dois últimos jogos, chegou aos 16 e se tornou a sensação dessa fase final.
Para o lateral-direito Mancini, a forma como os adversários vão atuar no domingo já está definida. ''Eles devem vir fechados. Por isso, não podemos entrar em desespero para chegar aos gols'', analisou. ''O negócio é trabalhar bem a bola e aguardar o melhor momento para atacar.''
Por isso, o técnico do Azulão, Jair Picerni, vai fazer desse assunto o tema principal de algumas conversas que vai manter com o time em Atibaia (70 quilômetros da capital). Para seguir uma tradição que já vem desde a disputa da Taça João Havelange, em 2000, é lá que a delegação vai se concentrar até quinta ou sexta-feira.
Para evitar que a história do ano passado se repita (o Azulão foi derrotado pelo Vasco na final da JH), o aspecto psicológico vai ser outra arma. O alvo é a forma como os jogadores paranaenses reagiram após a vitória. ''É natural vibrar, mas houve exagero'', disse o zagueiro Dininho.

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