Azarões não querem ficar para trás
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sexta-feira, 17 de março de 2006
Folhapress 
Sepang - No Bahrein, domingo passado, um começo de ano desastroso. Na Malásia, na próxima madrugada, possibilidade de recuperação. Ou ver crescerem os riscos da condenação à subserviência. Giancarlo Fisichella, Felipe Massa, Juan Pablo Montoya e Rubens Barrichello encaram esse cenário a partir das 4 horas (de Brasília), na largada para a segunda etapa do Mundial de F-1.
Pilotos das escuderias que devem protagonizar a disputa pelo título, na abertura do campeonato os quatro ficaram atrás de seus companheiros. Que, não por coincidência, foram os quatro primeiros a receber a bandeirada.
Pela Renault, Fernando Alonso venceu e Fisichella abandonou com uma pane hidráulica. Na Ferrari, Michael Schumacher foi o segundo e Massa, o nono. Kimi Raikkonen, da McLaren, completou o pódio e viu Montoya chegar em quinto. Completando o quarteto da frente, Jenson Button cruzou a linha de chegada a 0s632 do finlandês, enquanto Barrichello ficou apenas em 15º.
O quarteto de malsucedidos ainda viveu cenas embaraçosas. Fisichella gritou um palavrão no rádio no momento da quebra, sem saber que sua conversa com o time estava aberta para as emissoras de TV em Sepang, constrangido, pediu desculpas aos telespectadores. Montoya, que largou em quinto, foi ultrapassado pelo companheiro, que saiu em 22º. Massa rodou sozinho quando tentava se aproximar de Alonso. E Barrichello, decepcionado, admitiu que ainda não conhece todos os comandos do seu carro.
Buscando enfim ''estrear'' pela Ferrari, Massa tira seu corpo e o de Barrichello da discussão. Por ora, ele acredita que a fogueira só vale para Montoya e Fisichella. ''Se a gente olhar, houve uma diferença muito grande na McLaren e na Renault no primeiro GP. Na Ferrari, não. Classificamos os carros no mesmo tempo e o ritmo de corrida foi igual'', disse. ''E é claro que num Mundial assim é importante para a equipe ter os dois carros competitivos.''


