Agência Estado
Depois de um desempenho surpreendente nas quartas-de-final, Chile e Uruguai se enfrentam hoje à noite, em Assunção, na abertura da fase semifinal da Copa América. Nenhuma das duas seleções esperava chegar tão longe, já que as duas se classificaram na primeira fase pelo índice técnico - como os melhores terceiros colocados. O Chile - que veio do Grupo B - passou pela favorita Colômbia. O Uruguai - que estava no Grupo C - bateu ninguém menos que o Paraguai, o dono da casa.
Agora que já estão perto, as duas seleções fazem planos para a final. ‘‘Estamos muito motivados e o time está pronto para buscar sua vaga na final’’, disse o técnico do Chile, Nelson Acosta, um uruguaio naturalizado chileno. ‘‘Nosso time já deu demonstrações de força e agora falta pouco’’, afirmou Victor Púa, o treinador da seleção chilena.
O otimismo do Chile é grande. Depois da vitória sobre Colômbia (3 a 2, de virada) e a classificação para a semifinal, a Federação Chilena iniciou uma campanha para evitar que a partida final mude de Assunção para Ciudad del Este. A transferência foi pedida pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na hipótese de o Brasil passar pelo México na outra semifinal - que será amanhã. ‘‘Não aceitamos essa mudança de maneira alguma. A final deve ser em Assunção, onde há toda a infra-estrutura necessária para as duas equipes’’, advertiu o chefe da delegação chilena, Oswaldo Band.
Alheios à batalha de bastidores, Acosta está otimista porque terá o retorno do atacante Marcelo Salas - que esteve ausente do time nas duas últimas partidas, em razão de uma suspensão. Ele fará dupla de ataque com Ivan Zamorano, autor de um dos gols na vitória sobre a Colômbia.
O técnico do Uruguai, Victor Púa disse que sua equipe respeita Zamorano e Salas, mas trata os astros chilenos como naturalidade. ‘‘São goleadores e eu seria tolo se não respeitasse jogadores desse nível’’, lembrando que os chilenos também terão de tomar cuidado com sua dupla de ataque, em especial, com seu artilheiro Marcelo Zalayeta.

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