Azar chileno
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segunda-feira, 09 de junho de 2014
Carla Araújo e Jamil Chade<br>Agência Estado 
São Paulo - O ex-jogador Pelé afirmou ontem, durante evento em São Paulo, que acredita que Alemanha e Espanha são as principais favoritas para vencer a Copa do Mundo no Brasil. "Estive dois anos viajando pela Europa e, para mim, as duas equipes que estão melhores são Alemanha e Espanha. De qualquer forma, entre as europeias, ainda temos a Inglaterra e a Itália que temos que respeitar. O Mundial é uma caixa de surpresas", disse.
O Rei do Futebol apontou ainda a Argentina e o Chile como duas seleções que podem dar trabalho. "Não podemos duvidar da Argentina e do Chile, que é uma novidade. Acho que essas são as quatro melhores seleções do momento", afirmou, referindo-se a Alemanha e Espanha e aos dois sul-americanos. Sem citar abertamente o favoritismo da seleção brasileira, Pelé afirmou que o "mais importante é o Brasil estar na final".
Pelé também disse no evento que durante sua carreira não tinha apenas um grande rival. "Todos os meus marcadores eram grandes rivais", disse. Ele destacou, no entanto, o ex-zagueiro são-paulino Roberto Dias e o alemão Franz Beckenbauer como "os melhores marcadores leais com quem jogou". "Aí tinham os desleais, mas é melhor não citar os nomes", afirmou.
Pelé participou do lançamento do Better Life Index Brasil, a versão em português do Índice para uma Vida Melhor, organizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas. Durante o evento, o ex-jogador lembrou do seu milésimo gol e da mensagem que aproveitou para passar na ocasião, de solidariedade a todas as crianças e aos pobres.
REVANCHE
Pelé quer uma "revanche" contra o Uruguai, o algoz da Copa de 1950. Na noite de domingo, em São Paulo, ele participou de um evento da Fifa e foi questionado se temia enfrentar a Argentina em uma eventual final da Copa. "Eu prefiro jogar contra o Uruguai. Assim teremos nossa chance de revanche", afirmou o Rei do Futebol, que prevê dificuldades para a seleção brasileira. "Não vai ter jogo fácil nesta Copa", insistiu o ex-jogador.


