Aventureiros do Paraná desafiam a amazônia
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 23 de novembro de 2001
Julio Cesar Lima<br>De Curitiba 
A região amazônica será a partir da próxima semana, o centro mundial da corrida de aventura. No dia 25, 17 países estarão representados por 51 equipes (17 estrangeiras e 34 brasileiras) na largada do EMA (Expedição Mata Atlântica), que parte de Santarém (PA) em direção ao Amazonas, em um circuito de 550 quilômetros, com duração aproximada de cinco dias. No ano passado a prova foi vencida pelos norte-americanos da equipe Epinephrine.
Entre os participantes, a única equipe paranaense na corrida é o ''Escoteiros da Pátria'', de Curitiba. Formado por Priscila Foroni, Bruno Sperandio, Rafael Contim e Everson Zem, o grupo acredita em um bom resultado.
''Sabemos das dificuldades que uma prova desse nível representa, mas temos condições de ter um desempenho bem positivo'', disse Sperandio. A maioria dos atletas, no entanto, está familizarizada com a natureza e a aventura. Zem é militar da Aeronáutica, Rafael, professor de educação física; Bruno foi escoteiro e a fotógrafa Priscila atuou como bandeirante.
Na Amazônia eles irão praticar trekking (caminhada), mountain bike, natação, canoagem, rafting e técnicas verticais, entre elas o rapel e a escalada. Os treinamentos foram realizados em academias e viagens nos finais de semana.
Na opinião de Bruno, não há uma modalidade especial para a equipe. Segundo ele, todos mantêm uma regularidade nas diferentes provas. ''Talvez tenhamos alguma dificuldade na orientação'', apontou. Bruno.
Com uma formação diferente, com exceção de Bruno, o Escoteiros da Pátria disputou quatro, da sete etapas do Circuito Brasileiro de Corrida de Aventura. ''Não completamos apenas a etapa Litoral (Maresias a Bertioga-SP), pois um integrante teve problemas musculares'', disse Bruno.
As outras etapas foram disputadas em Carlos Botelho (SP), 6º lugar, categoria aventura (90% da prova); Alto Ribeira, 3º na alternativa (70%); e Juquiá, 5º em aventura.
Para essa prova, antes dos desafios da selva, a falta de patrocínio quase os deixa de fora. Foram investidos cerca de R$ 10 mil em equipamentos de competição e segurança, além do transporte.
As empresas Nutrimental, Acampar, Snake, Bike Tech, All Sport, Eco Aventura e Acuca (Associação Curitibana de Canoagem) fazem parte do grupo de apoio da equipe.


