São Paulo - Começa a contagem regressiva para o final da edição dos 25 anos do Rali Paris-Dacar. A prova termina neste domingo em Sharm El Sheikh, no Egito, quando competidores de carros, motos, caminhões e quadriciclos terão completado 8.552 quilômetros desde a largada em 1º de janeiro na cidade de Marselha. A caravana do Dacar já cruzou a França, a Espanha, a Tunísia e a Líbia, e se prepara para as três últimas etapas em território egípcio antes da chegada às margens do Mar Vermelho.
''Não vejo a hora de chegar domingo. O Dacar é uma prova muito cansativa e desgastante: pilotamos várias horas por dia no deserto, dormimos em barracas, não é fácil conseguir tomar um bom banho, o frio é intenso à noite e a comida é a mesma desde que entramos na África, dia 4 de janeiro. Enjoa admitiu André Azevedo, piloto do caminhão da equipe brasileira. ''Mas antes de pensar no desconforto e nas dificuldades, é preciso manter a concentração para os próximos dias'', emendou.
Depois de 7.100 quilômetros percorridos até aqui, 16 dias de prova, buracos, dunas, areia, pedras e muitas noites mal dormidas, a equipe brasileira está conseguindo permanecer inteira no Dakar e com excelentes resultados nas três categorias.
O rali não é uma prova dura só para os pilotos, mas também para máquinas. De todos os participantes que saíram da Europa, muitos adiaram o sonho de completar a maior competição off road do mundo. Das 162 motos, apenas 103 largaram na manhã de ontem entre Dakhla e Luxor. E nos carros, o número de abandonos é maior: 130 iniciaram a corrida e somente 63 ainda tentam cruzar o deserto. A situação é parecida na categoria caminhões. Praticamente a metade dos 51 ficou nas etapas anteriores.

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