AVENTURA - Rali de velocidade muda rotina de fazenda
O sossego e a tranqüilidade da Fazenda Maragogipe, uma antiga propriedade de café localizada às margens da PR-170, em Jaguapitã (45 quilômetros ao norte de Londrina) foram interrompidas momentaneamente no último sábado pelo barulho e pela agitação do maior rali de velocidade do País, a Mitsubishi Cup Sudeste, que teve a sua segunda etapa da temporada 2006.
Participaram 63 pilotos e navegadores de sete estados: São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O rali é disputado em quatro categorias e conta com picapes L-200 a diesel e jipes Pajero TR4 a gasolina. A etapa foi disputada em um circuito fechado de 28 quilômetros, passando por lavouras, matas e um riacho, sendo que cada equipe deu três voltas cronometradas e os vencedores foram os que obtiveram maior pontuação acumulada nas três.
A emoção ficou por conta dos saltos das picapes nas curvas de nível da propriedade. A velocidade era tanta nas retas e curvas entre 80 km/h e 150 km/h que os veículos levantavam um poeirão que se via a quilômetros de distância. Ao final, os vencedores na categoria principal, a L-200 Master, disputada apenas por profissionais, foram os paulistas Guilherme Spinelli (piloto) e Marcelo Vivolo (navegador).
Sua história no Brasil é bem recente. No início da década de 50, um grupo de simpatizantes do esporte resolveu organizar um rali em São Paulo. A competição tinha um cunho muito mais social do que esportivo. O primeiro grande evento no País foi o Rali da Integração Nacional na década de 70, em um percurso que ligava Fortaleza ao Chuí, totalizando nada menos que 5.350 quilômetros. Depois, disso, o País faria o 1º Rali Internacional do Brasil, em junho de 1979.
O óleo diesel é um combustível derivado do petróleo constituído basicamente por átomos de carbono, hidrogênio e, em baixas concentrações, por enxofre, nitrogênio e oxigênio. É um produto inflamável, medianamente tóxico, volátil, límpido e com cheiro forte e característico. Recebeu este nome em homenagem ao seu criador, o engenheiro alemão Rudolf Diesel.
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