Avaliação faz raio X de atletas
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011
João Fortes<br> Reportagem Local 
Atletas de diversas cidades do Norte e Noroeste do Paraná têm feito uma visita importante ao Departamento de Ciências do Esportes da Universidade Estadual de Londrina (UEL). O motivo é uma avaliação completa, que está sendo realizada em esportistas que fazem parte do Programa Talento Olímpico do Paraná-Top 2016, do Governo Estadual.
Os testes têm como objetivo proporcionar subsídios científicos para melhorar o treinamento dos atletas. ''Para que o técnico tenham conhecimento científico do atleta e melhorar a condição de treinamento', afirma Andréia Yamaguchi, coordenadora do Talento Olímpico. ''Também é uma forma de monitorar a evolução desses atletas, para ver se estão melhorando, já que os testes serão feitos todo ano'', ressalta Itamar Tagliari, diretor de projetos da Paraná Esporte.
A avaliação, que é feita no Laboratório de Pesquisa em Ciências do Esportes, tem uma bateria de testes que varia de acordo com a modalidade. Os aparelhos utilizados são de alta tecnologia e trazem índices detalhados sobre cada atleta. É o caso do Plestimógrafo, uma espécie de cápsula que mede a composição corporal e o índice, em quilos, da quantidade de gordura no corpo da pessoa. ''É o único equipamento desse tipo em todo o Paraná'', afirma Antônio Carlos Dourado, professor de avaliação aplicada ao alto rendimento.
Além de coordenar as avalições feitas nos atletas, Dourado é o encarregado de analisar e informar aos técnicos sobre os resultados dos testes. ''A gente imprime esses resultados e conversa com o técnico sobre cada atleta, o que é preciso melhorar. Fazer esses testes com o atleta de base é importante para conhecê-lo melhor e também habituá-lo a esse tipo de investigação, algo que em outros países é normal'', afirma Dourado.
A técnica Sandra Regina Cruz, que trouxe três esportistas da equipe da Associação de Atletismo de Maringá, acredita que os resultados podem ajudá-la a conduzir melhor os treinamentos. ''Vou saber se meu treinamento está adequado ou se preciso fazer alterações'', afirma Sandra.
Tabata Vitorino de Carvalho, de 15 anos, está entre os atletas treinados por Sandra. Ela compete em provas de 400m e no ano passado foi recordista no Campeonato Brasileiro Interclubes na categoria mirim, em Porto Alegre. Ela estranhou um pouco alguns equipamentos, mas aprovou a bateria de testes. ''É ótimo pra ver como a gente está, vai ajudar bastante, desde o começo'', avalia.
O último teste para ela foi o mais fácil, pois tem mais a ver com provas que exigêm resistência. O ergoespirômetro avalia a capacidade cardiorespiratória do atleta, a medida que a velocidade na esteira vai aumentando. ''Cansa bastante, mas pra mim foi o melhor'', disse Tabata.
Já a colega de equipe Ana Paula de Oliveira estava nervosa enquanto esperava para realizar o teste. ''Eu não tenho tanta resistência'', disse. Ana pratica o salto em altura e é pentacampeã brasileira, além de ter conquistado a medalha de ouro no Sul-Americano do ano passado. Para ela, provavelmente foram mais fáceis os dois testes anteriores, que mediram a impulsão e velocidade. Ela também espera melhorar seu desempenho depois da avaliação. ''A gente pode saber o que está fazendo de certo e errado nos treinos'', declara.
Outro atleta de Sandra com a mesma expetativa era Gabriel Silva, que pratica 400m e 200m com barreira e foi segundo colocado na última edição dos Jogos Abertos do Paraná. ''É bom pra saber o meu limite'', disse Silva.
Outras avaliações
Atualmente, 250 atletas fazem parte do Programa Talento Olímpico do Paraná-Top 2016. Até ontem, a coordenadora do Programa estima que cerca de 75 atletas das regiões Norte e Noroeste do Paraná tenham passado pelas avaliações. ''Do dia 01 a 08 de dezembro abrimos um espaço para que atletas de outras regiões do Estado possam agendar suas avaliações. Basta procurar a Secretaria Estadual de Esportes'', declara.


