Automobilismo vem do sangue
Fábia não é a única piloto da família. O automobilismo está no sangue da família Siqueira. O irmão também corre e a irmã mais velha já frequentou as pistas. ''Desde pequena eu trocava as bonecas pelos carros para brincar. Aí, a paixão pelo automobilismo foi correndo pelo sangue. Fomos ver uma corrida de Fusca na terra e pedi ao meu pai para correr'', contou.
Ela foi atendida, mas sem o consentimento da mãe. ''Meu pai não queria deixar, ele não colocava muita fé em mim e tinha medo. Mas minha mãe que era o problema. Ela quase entrou em depressão sem eu saber, mas daí ela foi se acostumando, viu que era seguro. Depois da primeira corrida meu pai sempre me ajudou muito, foi minha inspiração'', disse.
Fábia começou a correr com 15 anos. Aos 16, competia de Speed Fusca - na terra. Ficou em segundo lugar já na primeira corrida, com um Fusca preto e amarelo, que foi dado ao irmão quando ela resolveu aderir ao rosa. Quando faturou o título da Fórmula Fusca, em 2004, teve o irmão como vice-campeão. Aos 18 anos, tentou a sorte na Pick-up Racing, mas a aventura durou apenas três corridas. Em 2005, correu como convidada em algumas provas do Metropolitano de Velocidade, em Londrina.
Fábia não pilota apenas. Ela também diz que põe a mão na graxa, sem medo de quebrar as unhas. ''Opa, eu entendo de motor. Quando vou para a pista, sei o que está se passando, onde está falhando, onde tem que acertar''.
Fora das pistas, trabalha com o pai em uma revenda de veículos seminovos. Deixou o curso de Publicidade no terceiro ano. Solteira há três semanas, ela também tinha que administrar os ciúmes do namorado em relação ao automobilismo. ''Quando começamos a namorar eu não corria, mas mesmo assim tinha ciúmes, porque sempre tive contatos com amigos que correm'', disse a piloto, que busca inspiração em Ayrton Senna, mas admira também a americana Danica Patrick. ''É respeitada e talentosa, sem falar que é muito bonita também'', apontou. (T.M.)





