DivulgaçãoMisturaMuitas vezes as categorias tiveram que correr juntas pois não tinham condições de formar um grid único; Copa Corsa pode não ser disputada em 98A temporada paranaense de automobilismo terminou como começou, ou seja: com rarasemoções e poucos carros nos grids de cada categoria. A Copa Corsa, que surgiu para dar um novo ânimo às disputas, parece que teve no Paraná efeito contrário. Com uma média de oito carros por prova, a categoria parece fadada a sumir de circulação em 98.
Quem assistiu às provas do Campeonato Paranaense este ano pode ter visto muitos carros nos boxes e poucos na pista na hora das provas. Muitos campeões competiram praticamente sozinho ou com apenas um adversário. Por isso mesmo muitas conquistas podem até ser legítimas, mas faltou disputa envolvendo outros competidores.
Só para se ter uma idéia, são quatro categorias: Corsa, Marcas, Speed Fusca e Endurance. Além destas surgem as subdivisões: Marcas B, Marcas N, Endurance Acima de 2.000cc, Até 2.000cc, Aldee, Até 1.600cc e Speed. No total, são 12 títulos em jogo para pouco mais de 30 pilotos. O público que vai ao autódromo não entende nada. Nem como pode existir disputa de título entre apenas dois ou, pior, um só piloto.
A Marcas N, por exemplo: o campeão foi José Luiz Nogueira, com 94 pontos, enquanto o segundo, Marcelo Caramori, somou quatro pontos e nem chegou a largar nas duas provas em que se inscreveu. Aliás, Nogueira correu sozinho.
Enquanto tudo isso acontecia, a Federação Paranaense de Automobilismo deixava o barco correr. Na Copa Corsa, apenas cinco pilotos competiram em todas as etapas. Um vexame total, visto que a categoria em quatro etapas teve que correr junto com Speed e Marcas para se formar um grid decente. Já a Speed, quando a prova é em Londrina, chega a reunir mais de 20 carros, enquanto em Pinhais e Cascavel só comparecem os ‘tarados’.
Marcas foi a boa surpresa este ano, mas as subdivisões acabam retalhando a classificação. Na Endurance, a situação também deixou a desejar, com alguns campeões praticamente correndo desacompanhados.
Durante as dez etapas, na categoria Acima de 2.000, o campeão disputou apenas as duas últimas corridas. Os outros dois concorrentes só pontuaram graças à bonificação. Mais nada. Na Aldee, três competidores disputaram todas as provas; na Até 2.000cc, cinco estiveram nas dez corridas; na Até 1.600cc e Speed, a média subiu para sete.
É muita categoria para pouco piloto. Para 98 espera-se um enxugamento de tantas subdivisões. Isto seria bom se existissem um número mínimo respeitável de participantes para, pelo menos, haver disputa durante o ano. O ideal seriam poucos categorias, grids com média de 20 carros e um maior trabalho na mídia. O público iria começar a entender um pouco o que se passa dentro das pistas.
Os campeões Corsa - Felipe Neto, Apucarana; Marcas A - Rafael Maia, Curitiba; Marcas B - Rogério da Silveira, Curitiba; Marcas N - José Luiz Nogueira, Curitiba; Speed Fusca - Osnildo Carneiro Lemes, Cascavel; Endurance Acima de 2.000cc - José Orleans Peixoto Jr., Curitiba; Até 2.000cc - Tazzio Borghesi/Luciano Borghesi, Londrina; Aldee - Gilson Reikdal, Curitiba; Até 1.600cc - Édson Scarpin, Curitiba; e Speed - Osnildo Carneiro Lemes, Curitiba.

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