Visitação foi aberta por cerca de uma hora antes da largada da prova, vencida novamente por Jair e Duda Bana
Visitação foi aberta por cerca de uma hora antes da largada da prova, vencida novamente por Jair e Duda Bana | Foto: Marcos Zanutto



A oportunidade de ver de perto carrões como Ferrari e Maserati atraiu o público que no sábado (25) foi até o Autódromo Internacional Ayrton Senna para acompanhar a 26ª edição das 500 Milhas de Londrina. Por cerca de uma hora antes da largada, os visitantes puderam passear pelos boxes e observar as equipes trabalhando, conversar com pilotos e entender como é a preparação dos veículos antes da corrida, movimentação que exerce enorme fascínio sobre os aficionados pelo automobilismo.

Gaúcho de Passo Fundo, o administrador de empresas aposentado Ivan Tissot mudou-se para o Paraná há oito meses e neste sábado veio de Maringá para Londrina especialmente para acompanhar a corrida, trazendo junto o neto Lucas, dez anos. Tissot foi piloto no Rio Grande do Sul. Começou a correr de lambreta, depois passou para os gordinis e há 35 anos abandonou as pistas de kart, após quatro anos competindo na modalidade.

"Nunca competi em carro pesado como o de hoje, eram outras categorias, sempre inferiores, mas o sangue sempre ferve", disse. "É a primeira vez que venho assistir a uma prova das 500 Milhas. Vim para ver a prova e também para prestigiar o Cacau (Cláudio Ricci, automobilista), que é lá de Passo Fundo", comentou o aposentado. Ricci, que já competiu pela Stock Car, é o proprietário das duas Maserati inscritas nas 500 Milhas. Uma delas foi pilotada pelo governador do Paraná, Beto Richa.

Sentado sobre os ombros do pai, Mateus, quatro anos, tinha um olhar atento sobre a movimentação nos boxes. A família vive próxima ao autódromo, e sempre que ouve o ronco dos motores, Mateus pede para ir ver as corridas. Apesar da pouca idade, o garoto já demonstra sua paixão pela velocidade. Ele pilota uma mini moto a gasolina e não perde uma prova da Fórmula 1 pela televisão.

"O que ele mais gosta é ver o carro saindo fora da pista, rodando, ele chega a vibrar quando acontece isso", revelou o pai, o engenheiro eletricista Victor Baccaro Sposti, de quem Mateus herdou o gosto pelos motores. "Gosto de rali, já pratiquei enduro de moto, então acho que isso o influenciou um pouco", disse Sposti. "Aqui nas 500 Milhas tem algumas coisas diferentes, que são um pouco mais difíceis de ver nos campeonatos regionais que acontecem aqui, como a Ferrari e a Maserati, é bem bacana."

Para o estudante Rodolfo César, a visita aos boxes foi muito mais do que um meio de sanar a curiosidade. Aluno do curso de manutenção automotiva no Senai, em Londrina, foi ao autódromo acompanhado de um grupo de colegas para fiscalizar os boxes e observar se havia alguma irregularidade. "É objeto de estudo. Tenho muito interesse em trabalhar na área e me interesso muito pela preparação dos carros e dos pilotos. O principal nas 500 Milhas é a duração da prova, que exige bastante resistência dos veículos e dos pilotos também. Têm que ser bem preparados para conseguir aguentar", disse o estudante.

A prova

As 500 Milhas de Londrina surgiram em 1992 como parte da festa de aniversário da cidade, em 10 de dezembro, como uma festa para os pilotos encerrarem as provas do ano, e é considerada umas das mais tradicionais provas de endurance brasileiro. A 26ª edição foi vencida por Jair e Duda Bana. Jair é o maior vencedor da prova, com quatro vitórias (1995, 2001, 2010 e este ano) – três delas ao lado do filho.

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