É grande a afinidade do circuito inglês de Silverstone com as bombas. No início dos anos 40, em plena Segunda Guerra Mundial, a Royal Air Force treinava parte das tripulações dos bombardeios Lancaster e Halifax no conjunto de três pistas ainda hoje existentes. Esta semana, uma das mais antigas e tradicionais instituições do automobilismo britânico, o histórico British Racing Drivers Club (BRDC), atual proprietário do circuito, decidiu colocá- lo à venda.
Com o fim do segundo conflito mundial, em maio de 1945, o campo de treinamento militar da pequena vila de Silverstone (140 km de Londres), foi desativado. A enorme área de 320 hectares ganhou no seu perímetro uma pista de alta velocidade que viria a caracterizá-la para sempre. A primeira prova realizada no circuito foi em outubro de 1948. A partir daí, Silverstone tornou-se a pista mais famosa da Inglaterra, ganhando a honra de abrir o primeiro Campeonato Mundial de Fórmula 1, no dia 13 de maio de 1950. Giuseppe Farina, com uma Alfa Romeo 158, venceu. Em 1961, o clube dos pilotos britânicos (BRDC) adquiriu o circuito.
Hoje, a instituição conta com cerca de 800 sócios, dentre eles gente bastante famosa, como Jackie Stewart, Nigel Mansell, Damon Hill, Stirling Moss, entre outros. O presidente do BRDC é Lord Alexander Hesketh, o mesmo que possuiu uma equipe de F-1 de 1974 à primeira etapa do Mundial de 1978 e foi o responsável pelo lançamento de James Hunt na F-1, campeão do mundo em 1976, pela McLaren.
Curiosamente, cerca de 75% dos membros do BRDC apóiam a venda de Silverstone, que já tem até oferta: US$ 66 milhões. O negócio foi proposto pelo ex-presidente da Silverstone States, ramo administrativo do BRDC, John Lewis, cujo projeto de exploração comercial do circuito conta com o suporte financeiro do Hong Kong and Shangai Bank Corporation (HSBC), o mesmo que patrocina a equipe Stewart de F-1.

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