A temporada 2011 vai matar a vontade dos aficionados pelo esporte a motor. Com sete provas de respaldo nacional na agenda, o destaque será o retorno da Itaipava GT3 Brasil, que não passou no último ano pelo Autódromo Internacional Ayrton Senna. Além disso, o recape da pista prometido pela administração municipal poderá selar de vez a parceria com a Stock Car até 2014, considerada o top do motorsport nacional.
O primeiro semestre será mais modesto, com etapas do tradicional Campeonato Metropolitano de Marcas e do Racing Festival, que aporta no dia 28 de março na cidade. Criado pelo ferrarista Felipe Massa, as categorias mais fortes são o Trofeo Linea (ver box), que mistura estrelas da Stock Car com nomes regionais, e a Fórmula Future, uma espécie de escola de pilotagem.
Depois da inauguração da usina de asfalto, a tendência é que a prefeitura utilize o primeiro período para reformar a pista, reivindicação antiga dos pilotos da Stock Car.
Já a segunda metade do ano irá concentrar a nata do esporte a motor brasileiro. No dia 19 de junho, Ferraris e Lamborghinis da Itaipava GT3 Brasil armam circo na cidade depois da pausa de 2010. No mês de agosto é a vez dos pesadões da Fórmula Truck, no dia 7. Leandro Totti e seu Mercedes-Benz poderá sonhar com o título. Em 2010 ele reencontrou o pódio duas vezes após alguns anos andando atrás com o antigo caminhão Ford.
No dia 2 de outubro será a vez da Stock Car. A pista provavelmente recapada irá abrigar a décima etapa do ano e segunda da Mobil Super Final. Outra atração será a vinda pela segunda vez consecutiva da Copa Brasil de Spyder Race, prevista para 18 de novembro.
Quem tem presença garantida é a F-3 Sulamericana, mas com data ainda a confirmar. O procopense radicado em Londrina, Guilherme Lago, pode ser o representante da região. Para fechar a temporada com a equipe Prop Car ainda falta o patrocinador. Em dezembro, as 500 Milhas de Londrina encerram o calendário na sua 20 edição, prova considera remanescente do endurance brasileiro.
O presidente reeleito do Automóvel Clube do Café (ACC), Robson Ranieri, ressalta que a temporada tende a consolidar o trabalho iniciado em 2010. ''Conseguimos trazer a categoria que antecede a Fórmula 1 depois de três anos longe daqui. A parceria entre Clube e F-3 foi fundamental'', defende.
Administração
Mas a principal mudança será o retorno da administração do autódromo para a Fundação de Esportes de Londrina (FEL), que será responsável por zelar o espaço a partir deste ano. ''Se vai ser melhor ou pior não sei responder. Nos últimos cinco anos as despesas corriam por conta do Automóvel Clube e agora vai desafogar'', contextualiza.
Ranieri afirma que o gasto mensal com manutenção gira em torno de R$ 25 mil, angariado com o dinheiro do aluguel do espaço para treinos e provas como a Stock Car e Fórmula Truck. ''Quando faltava receita tentava colocar com verba do regional ou parceria com amigos e apoiadores'', completa.
A única categoria que ficará ao cargo do Automóvel Clube é o Campeonato Metropolitano de Marcas. Carros de diversos modelos e a Speed Fusca vão desfilar por oito etapas neste ano, entre fevereiro e novembro. A ideia ainda é trazer pela terceira vez a paulista Classic Cup, corrida com grid formado por carros antigos, em outubro.
''Estamos negociando o preço do aluguel do Autódromo com a Fundação. Não sei como vai ficar'', comenta preocupado Ranieri. Por causa do recape, ele já cogitava mandar provas em Curitiba e Cascavel, onde o público do regional é mais expressivo. ''Mas vamos esperar para ver o que vai dar'', concluiu.

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