Londrina - O Autódromo Ayrton Senna, de Londrina, terá um ano repleto de provas, com etapas de todas as principais categorias do automobilismo nacional, como a Fórmula Truck, a Stock Car e a GT3.
Apesar das restrições de muitos pilotos, que consideram a pista travada e com poucos pontos de ultrapassagem, a cidade e o autódromo oferecem alguns atrativos que fazem os promotores das categorias se ''dobrarem'' a Londrina e não riscarem a cidade do calendário.
Com isso, o público do Norte do Estado assistirá a bons pegas durante o ano todo, somando-se as etapas nacionais às provas dos calendários estadual e metropolitano.
A novidade mais recente, confirmada esta semana, foi a vinda da etapa do Trofeo Maserati (na qual só correm Maseratis V8), que já passou por Londrina em 2007 e agora retorna, promovendo também uma etapa em Curitiba.
Outra que veio para ficar é a Truck, que manterá este ano seus possantes caminhões no circuito londrinense, graças a um trabalho de reaproximação feito pelo Automóvel Clube do Café (ACC), que administra o autódromo.
Em 2005, após brigas com o comando da Polícia Militar e sob alegação de prejuízo financeiro, o ex-promotor da Truck, Aurélio Félix Batista, disse que não retornaria mais a Londrina.
No ano passado, porém, já sob o comando da viúva de Aurélio, Neuza Batista, a categoria voltou a desfilar a força dos ''brutos'' no circuito pé-vermelho.
Das categorias nacionais, a única que estreará no Autódromo Ayrton Senna será a charmosa GT3 Brasil, que conta com equipes e pilotos brasileiros, mas utiliza somente carros importados. São superesportivos que viraram vendadeiras lendas do automobilismo mundial, como Ford GT, Lamborghini Gallardo, Porsche 911, Ferrari 430 e Dodge Viper.
''É um campeonato nacional que já está em seu terceiro ano, mas no Paraná só corria em Curitiba. É um sucesso porque o público se identica com as máquinas que estão na pista'', comentou o presidente da Federação Paranaense de Automobilismo, Rubens Gatti.
Gatti, que é de Rolândia, é um incentivador de provas no circuito londrinense. ''O pessoal (pilotos) reclama da pista, diz que tem muita curva em baixa, mas a cada ano Londrina recebe categorias mais velozes. É prova de que o circuito tem as suas qualidades, por ser bastante seletivo'', comentou o dirigente.
Outros aspectos que fazem os promotores manterem etapas na cidade são ''extra-pista''. ''Londrina tem uma boa localização, que reduz custos, o aluguel do autódromo é barato se comparado a outros, e os promotores têm aqui uma boa receptividade, além da cobertura da mídia'', apontou Gatti.
Com isso, o Automóvel Clube só tem a comemorar, mas também a trabalhar, para manter as instalações em dia. ''Vemos que Londrina está muito bem, porque todas as provas top do Brasil virão para cá. Mas temos que manter essa condição'', afirmou o novo presidente do ACC, Waldemir Hermes de Oliveira, o Neno.

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