A idéia que a Prefeitura de São Paulo vendeu, especialmente depois da grande reforma de 90, foi a de que o Autódromo de Interlagos é o mais seguro do mundo. Mas basta uma única volta pelos seus 4.325 metros para perceber que, a exemplo da maioria das outras pistas do calendário, há vários pontos onde no dia 30, data do GP do Brasil, a possibilidade de acidente grave é grande.
São muitos os trechos em que a segurança do traçado paulista não é a ideal para o atual estágio da F-1. E esse descompasso entre a evolução dos carros e a das pistas deve agravar-se a partir deste ano, com a concorrência entre os dois fabricantes de pneus da categoria: Goodyear e Bridgestone.
Um bom exemplo desse avanço foi oferecido na etapa de abertura do Mundial, dia 9, em Melbourne, na Austrália. Enquanto a pole de Jacques Villeneuve, com Williams-Renault, em 96, foi de 1min32s371, este ano o mesmo Villeneuve, também de Williams-Renault, chegou a 1min29s369.
Os três pontos que representam maior risco são velhos conhecidos da Federação Internacional de Automobilismo, conivente com todos eles: a saída de box, o muro do Berger e a área de escape na curva Mergulho.

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