Curitiba - O Autódromo Internacional de Curitiba (AIC), em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, teve sua licença temporariamente cassada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) devido a irregularidades encontradas no último Mundial de Turismo (WTCC), realizado em julho. A pista pode abrigar as competições nacionais, como a Stock Car V8, mas as corridas internacionais estão vetadas enquanto a administração do autódromo não realizar obras de reparo nas barreiras de pneus. O prazo dado pela FIA se expira no dia 31 de dezembro.
''Houve uma vistoria por aqui em março e a FIA exigiu várias modificações, um relatório extenso, que só entregaram para mim no dia 10 de maio e a corrida estava marcada para o dia 2 de julho. Conseguimos fazer tudo, menos as barreiras de pneus, que foram parafusadas mas não tivemos tempo hábil para parafusar os blocos'', explicou o coordenador operacional do AIC, Itaciano Marcondes Ribas, que cuida da administração do autódromo desde a inauguração, em 1995.
Como não conseguiu parafusar os blocos das barreiras de pneus da pista a tempo, Ribas teve que improvisar. ''Pegamos lona e amarramos com cabo de aço. Tive um prejuízo de R$ 80 mil'', reclama o coordenador operacional do AIC. O episódio acabou sendo relatado à FIA, que então cassou temporariamente a licença do autódromo e agora espera a reforma até o dia 31 de dezembro para liberar a pista.
As obras devem levar de 75 a 90 dias para ficarem prontas e terão custo aproximado de R$ 60 mil. ''Conforme o relatório da FIA, só precisamos parafusar os blocos. Mas vai depender do que mais a FIA vai querer. O pessoal do WTCC quer abrir a próxima temporada aqui em Curitiba mas, para não acontecer isso de novo, vamos ter que negociar tudo de novo e definir melhor as coisas com os promotores'', adiantou Ribas.
O AIC é propriedade privada e não recebe ajuda financeira da Prefeitura de Curitiba ou de Pinhais. O custo mensal para manutenção da pista gira em torno de R$ 60 mil e o ideal seria de R$ 100 mil. ''O autódromo depende exclusivamente da receita dele. Tem mês que dá mais dinheiro, mas na maioria das vezes fica no 0 a 0. Estamos aí, na luta'', revelou o coordenador do autódromo.
O contrato de arrendamento da área onde fica o AIC encerra em 2014. Com as dificuldades, Ribas afirmou que existe a possibilidade de fechar as portas. ''Ainda está longe, mas seria uma pena se fechasse. Dependendo de mim eu não renovaria o contrato, mas não sou o dono.''
Apesar dos problemas, Ribas garante que a pista está em boas condições e rebateu críticas de parte da imprensa paulista. ''Se houvesse precariedade aqui, não teria os eventos que têm sido sucesso'', desabafou. O autódromo, entre outras competições, sedia provas de Stock Car V8, Fórmula Truck e Fórmula Renault.

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