Se a média de público nas provas da Fórmula Truck vem sendo mais de 30 mil pessoas por prova, hoje este número deverá dobrar. E o motivo é simples: Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, estado que vem exportando pilotos ao longo dos anos, ganha um belo autódromo. Por isso mesmo, a sexta etapa dos caminhões promete ser sensacional em todos os sentidos, uma vez que o campeonato está entrando em sua fase decisiva. A disputa marcará a inauguração do Autódromo Internacional de Campo Grande, cujo circuito leva o nome do ex-piloto Orlando Moura, um dos incentivadores do automobilismo na cidade. A largada será às 14 horas, com transmissão ao vivo da Rede Bandeirantes.
O circuito de Campo Grande é o 12º autódromo asfaltado do Brasil, que agrega alguns conceitos de modernidade. É o único do País, por exemplo, que proporciona visão de 70% do circuito para quem acompanha as corrida das arquibancadas do paddock, essa visibilidade é de 90%. A pista, percorrida no sentido horário, tem extensão de 3,2 quilômetros e largura de 14 metros. Cada um dos 28 boxes tem área de 74 metros quadrados e altura de 3,15m, suficiente para abrigar os gigantescos caminhões da F-Truck.
Uma das preocupações dos construtores do autódromo foi a de evitar que os pilotos corram de frente para o sol, um contratempo que, por prejudicar a visibilidade. Outra preocupação envolveu o acesso ao autódromo, que ficou bastante facilitado. Localizado a 15 quilômetros do centro de Campo Grande, o autódromo tem na infra-estrutura outro bom exemplo de modernidade. A torre de cronometragem tem quatro pisos e as amplas áreas de escape proporcionam um reforço substancial nas condições de segurança.
A reta dos boxes supera a casa dos 900 metros, o que sugere uma prova estratégica na F-Truck, principalmente por conta do limite de 160 km/h imposto pelo regulamento da categoria. ‘‘Com uma reta tão longa, é provável que muitos pilotos passem dessa velocidade no radar’’, analisa o paulista Roberval Andrade, quarto colocado na classificação da F-Truck. ’’Vai ser uma preocupação a mais para os pilotos na prova, muita gente vai acabar penalizada. É uma preocupação a mais que vamos levar para o caminhão’’, antevê.
A corrida de domingo poderá definir os rumos da disputa pelo título de 2001 da F-Truck. O paulista Renato Martins, campeão brasileiro em 1995, na primeira temporada da categoria no Brasil, é líder disparado do campeonato com 23 pontos de vantagem para o vice-líder Beto Napolitano, seu conterrâneo. ‘‘É o momento de começar a reduzir a vantagem do Renato. Tem muita gente com boas chances de vitória, inclusive ele. Vai ser uma prova muito disputada e quem vencê-la vai ficar numa situação muito boa na classificação’’, aposta.
O fato de ninguém conhecer o traçado sul-matogrossense poderá acentuar a competitividade da categoria nesta sexta etapa.
Os pilotos paranaenses estarão em peso nesta prova que promete recorde de público: Wellington Cirino, de Francisco Beltrão; Pedro Muffato e Sidney Alves, de Cascavel; Diumar Bueno, de Curitiba, Fabiano Britto e Thiago Grisson, de Maringá; Débora Rodrigues (hoje radicada em São Paulo); Erneto Pívaro Neto e Márcia Arcarde, de Londrina.




PRINCIPAIS COLOCADOS
1º Renato Martins, SP, 78
2º Beto Napolitano, SP - 55
3º Roberval Andrade, SP - 45
4º Tiago Grisson, PR - 44
5º Wellington Cirino, PR - 38
6º Jorge Fleck, RS - 34
7º Vignaldo Fizio, SP - 34
8º Beto Monteiro, PE,
e Sidney Alves, PR - 29
10ºDiumar Bueno, PR - 24

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