Ohringen - Chega a ser paradoxal, mas ao mesmo tempo que considera a partida de segunda-feira, contra o Japão, crucial para as pretensões da Austrália na Copa do Mundo, Guus Hiddink pediu à sua equipe que ''pegue leve''. O objetivo não é que ninguém tire o pé nas divididas, mas que os jogadores tomem cuidado com o rigor excessivo da arbitragem. Segundo o treinador, os juízes vão querer mostrar serviço para o presidente da Fifa, Joseph Blatter, que pediu rigor máximo para conter as jogadas ríspidas e o excesso de faltas.
Hiddink sabe sobre o que e com quem está falando. Como a Austrália não é uma equipe de tradição e está reaparecendo num Mundial depois de 32 anos, ele acredita que a tendência é ela ser penalizada com mais facilidade. Por conta disso e por reconhecer que o estilo de jogo australiano, de choque e marcação forte, acarreta num grande número de cartões, ele vem conversando com o grupo sobre a necessidade de todos prezarem ao máximo a disciplina. ''O comportamento tem de ser o melhor possível, pois na primeira fase os juízes costumam estar super excitados'', disse Hiddink. ''Nossos jogadores costumam receber cartões de graça, que acabam nos prejudicando'', alertou.

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