Agência Folha
De Sydney, Austrália
O atacante Ronaldo, da Seleção Brasileira, transformou-se num dos prêmios ‘‘exigidos’’ pelos jogadores australianos que no último sábado conquistaram o Mundial de Rugbi, no País de Gales. Quando souberam que o brasileiro está hospedado no hotel Star City, um dos mais famosos de Sydney, pediram a John O’Neill, presidente da federação local, camisas autografadas da seleção. Também o convidaram para uma homenagem pelo título mundial. O evento, que reunirá 2 mil pessoas no Star City, onde funciona o mais importante cassino de Sydney, acontecerá após um desfile do time de rugbi pela cidade.
Ontem, quando chegou à Austrália, acompanhado de Denílson, Fábio Júnior, Fábio Bilica e Warley, Ronaldo atraiu muito mais atenção do que a primeira leva de jogadores, que desembarcara horas antes com a comissão técnica. Usado para vender os dois amistosos contra a seleção da casa, dias 14, em Sydney, e 17, em Melbourne, o jogador virou alvo de polêmica não só entre a Confederação Brasileira de Futebol e a Inter de Milão, mas agora até entre a Federação Australiana e a Fifa.
No anúncio dos amistosos, Ronaldo aparece se opondo ao goleiro adversário. ‘‘Será que ele aguenta?’’, perguntam os cartazes, referindo-se ao australiano. Pela expectativa dos organizadores, 50 mil torcedores assistirão ao jogo entre Brasil e Austrália, na madrugada de domingo.
Para que os jogadores começassem a se acostumar à mudança no fuso horário, o técnico Wanderley Luxemburgo não permitiu que o grupo dormisse após a chegada a Sydney. Os primeiros oito jogadores, que viajaram durante mais de 30 horas, antes de desembarcar na Austrália ontem pela manhã (horário local), fizeram um passeio de barco pela cidade, almoçaram e foram treinar à tarde num colégio de Sydney. ‘‘É melhor assim para que eles consigam dormir à noite’’, disse o treinador, preocupado com o fuso de 13 horas para mais em relação ao Brasil.

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