Agência Folha
De São Paulo
Um tenista que no início do ano era apenas o centésimo do ranking é o grande nome da decisão da Copa Davis, entre Austrália e França, que tem início hoje. Lleyton Hewitt, 18, atualmente o 22º do mundo, tem a missão de substituir o maior ídolo australiano, Patrick Rafter, que está contundido e afastado da final. Hewitt carrega, ainda, a responsabilidade de dar a seu país um título que a Austrália, uma das maiores potências do tênis, não conquista desde 1986.
Da equipe australiana que joga a final hoje, Hewitt nem é o de melhor ranking – está três posições atrás de Mark Philippoussis. Mas foi ele quem levou o país à decisão, numa vitória histórica sobre a Rússia de Yevgeny Kafelnikov, o segundo do mundo. Não por acaso, os franceses já tentam perturbá-lo. ‘‘Os jogos com ele (Hewitt) serão duríssimos. A menos que ele não aguente a pressão, disse o capitão da França, Guy Forget.
Além disso, como mandantes (os jogos ocorrem na cidade de Nice), escolheram como piso o saibro, um tipo de quadra no qual o maior prejudicado é Hewitt, e não Philippoussis. Mas, se atrapalha os australianos, o piso da final não chega a favorecer os franceses. Foi na quadra rápida (carpete), por exemplo, que eles superaram o Brasil, nas quartas-de-final, e a Bélgica, na semifinal. Seu principal jogador, Cédric Pioline, o homem que eliminou o Brasil da Davis, perde muito de seu poder no saibro. Pioline, aliás, será o adversário de hoje de Hewitt, na segunda partida do dia. Antes, na abertura, estarão em quadra Philippoussis e o francês Sébastien Grosjean.
O canal Sportv transmite Sébastien Grosjean x Mark Philippoussis e Cédric Pioline x Lleyton Hewitt, ao vivo, a partir das 10h30.

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