Ausência de Schumacher diminui público
não está assinado. O GP da Alemanha de 1968 registra uma das maiores diferenças entre o primeiro e segundo colocados na prova. O escocês Jackie Stewart, num dos seus melhores trabalhos na Fórmula 1, venceu a corrida, disputada no circuito de Nurburgring, com uma vantagem de 4 minutos, 3 segundos e 2 centésimos para Graham Hill, da Lotus. Sempre preocupado com as questões de segurança, Jackie se recusou, em princípio, a treinar com a chuva intensa que caía sobre a pista de 22.835 metros. Mas Ken Tyrrell, dono da equipe Matra-Ford, o obrigou a se classificar. Jackie obteve o sexto tempo. No domingo, sob chuva também, sua primeira volta lembrou a de Ayrton Senna em Donnington, em 1993. Jackie passou todo mundo e cruzou a linha de chegada nove segundos da frente do segundo colocado. Ao final das 14 voltas da prova, essa vantagem era maior de 4 minutos. Alguns dados particulares sobre o veloz circuito de Hockenheim: se um carro de Fórmula 1 corresse com a mesma asa traseira usada na última etapa, na áustria, seria cerca de 40 km/h mais lento no ponto de frenagem da maior reta da pista alemã, localizado pouco antes da chicane Jim Clark. A cada 10 cavalos a mais de potência, um piloto é capaz de ser, em média, um décimo de segundo mais veloz. Como o motor Mercedes que a McLaren usará hoje tem, segundo estimativas, algo em torno de 30 cavalos a mais que os demais, Mika Hakkinen e David Coulthard dispõem, só no motor, três décimos de segundo de vantagem para a concorrência.Por Livio Oricchio Na áustria, domingo, já foi possível perceber, mas em Hockenheim tem sido bem mais visível: a ausência de Michael Schumacher diminuiu sensivelmente o interesse dos alemães pela corrida. Hoje, 46 mil espectadores estiveram nas arquibancadas do circuito alemão, enquanto no ano passado 61 mil pessoas pagaram ingresso para a sexta-feira. Amanhã não estão previstos também os 92 mil espectadores de 1998, bem como para domingo a capacidade do autódromo, 102 mil pessoas, atingida na temporada passada, não deverá ser repetida. Jean Alesi saiu do carro da Sauber, hoje de manhã, depois de apenas 20 minutos do primeiro treino livre, e disse a Peter Sauber: "Hoje eu não ando mais." Alesi seguiu reto na chicane da OstKurve por falha no sistema de freios. Um dos dutos de condução do fluido soltou-se na conexão com a pinça do sistema. Pedro Paulo Diniz também ficou sem freios no primeiro treino do GP do Canadá e se acidentou com seriedade, apesar de não ter se ferido. Hoje também um triângulo superior da suspensão traseira da Sauber de Diniz entortou sem que ele tivesse tocado com o carro em nada. A tradicional precisão suíça não é o forte da Sauber. Jornais italianos com a Gazzetta dello Sport, pertencente ao grupo Fiat, proprietário da equipe Ferrari, já falam em Rubens Barrichello como piloto da equipe de Maranello na próxima temporada. O bem-informado jornalista Pino Allieve dá como certa a saída de Eddie Irvine, independente de ele conquistar o título. O norte-irlandês comprou uma briga com Michael Schumacher e Jean Todt, diretor esportivo do time, por não mais aceitar a condição de submissão que seu contrato lhe impõe. O compromisso entre Barrichello e a Ferrari, admite Allieve, porém





