Rio de Janeiro - De uma coisa Parreira não pode reclamar. Poucas vezes um treinador de seleção brasileira foi tão pouco pressionado pela opinião pública em ano de Copa como aconteceu desta vez. Coincidência ou não, desde 1990 é a primeira vez que o nome de Romário não ficou martelando a cabeça do treinador escolhido para comandar o Brasil .
  O próprio Parreira sofreu com Romário em 94. É verdade que o atacante era o primeiro nome da lista dos jogadores convocados para a Copa, após a sofrida classificação do Brasil para o Mundial dos EUA. Mas até o jogo contra o Uruguai, o último das fase classificatória, Parreira sofreu por não convocar Romário no período em que nas coisas estavam complicadas para a seleção brasileira.
  Quatro anos antes, Romário também fora o centro das atenções do grupo que foi à Itália. Com uma contusão grave no pé direito, o jogador praticamente forçou sua convocação. Mesmo sem condições físicas ideais, o atacante acabou convocado. E deu no que deu.
  Em 1998, Zagallo não teve dúvidas em levar Romário para a França, mesmo com o artilheiro machucado. O jogador, porém, acabou cortado, num dos episódios mais nebulosos da participação do Brasil nas Copas.
  Mas ninguém sofreu tanta pressão quanto Luiz Felipe Scolari. Durante quase um ano, o treinador foi cobrado diariamente para convocar Romário, então com 36 anos. Manteve sua posição até o fim e voltou para Brasil pentacampeão. (Agência O Globo)

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