Curitiba - Após a sétima derrota seguida como visitante, o Atlético prepara-se para defender a invencibilidade dentro da Arena no jogo de domingo, diante do Botafogo. Partida em que o técnico Roberto Fernandes - que recusou-se a dar entrevista depois da derrota, de virada, de 2 a 1 para o Vitória - tem o retorno de Márcio Azevedo e Julio dos Santos. Além deles, o volante Fernando e o atacante Rafael Moura podem ser as principais novidades na equipe, desde que sejam inscritos na CBF até o início da noite de hoje.
Se os dois atletas forem liberados e jogarem, o atual treinador chegará à marca de 35 jogadores escalados em 15 jogos - número já atingido se for levado em conta os dois atletas que só atuaram sob o comando de Ney Franco: Zé Antônio e Leandro. Na partida em Salvador, Fernandes promoveu a estréia de Tiago, que ficou quase um ano afastado dos gramados. Já Júlio César, Netinho, Joãozinho, Valencia e Kelly (que ainda nem jogou) ficam fora por mais um mês. clube. Enquanto isso, o clube tenta trazer o lateral-direito Risutti, ex-Ponte Preta e atualmente no Vitória de Guimarães.
A possível estréia dos reforços é uma das esperanças da diretoria para a recuperação na competição, o que garantiria a permanência do treinador. ''Ele (Fernandes) será avaliado pelos resultados, como todo técnico. Não podemos cometer injustiças. Agora, com a entrada de Fernando e Rafael Moura e a volta de alguns machucados, aí tem que cobrar realmente'', afirma o diretor de futebol Alberto Maculan. Perigosamente perto da zona do rebaixamento, o Furacão precisa de uma vitória sobre o Botafogo até para melhorar o retrospecto caseiro. Apesar de não ter perdido na Arena neste Brasileiro, o Rubro-Negro conquistou apenas 58,33% dos pontos em seu estádio.
Desempenho que gera críticas ao treinador no próprio elenco. Logo após o jogo na Bahia, Nei, que marcou um gol olímpico - o primeiro do Atlético fora de casa desde a chegada de Fernandes -, não escondeu a insatisfação com as substituições efetuadas na partida. ''É complicado não ter um atacante de referência. Chega na linha de fundo e não dá para cruzar para o Anderson Aquino e o Ferreira'', resume o ala, comentando o problema surgido quando Gabriel Pimba substituiu Pedro Oldoni.

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