São Paulo - Pelo menos até o clássico de amanhã, contra o Santos, no Morumbi, Geninho está garantido como técnico do Corinthians. É o que garante a diretoria, mas a sua situação é crítica. A pressão contra o seu trabalho, que já era grande, aumentou demais depois da derrota de 3 a 1 para o Atlético Paranaense, no domingo.
A comparação com o ex-técnico Carlos Alberto Parreira, que jamais perdeu dois jogos seguidos dirigindo o Corinthians, tem sido constantemente. Em suas declarações, o vice-presidente Antonio Roque Citadini já não parece tão convicto quando diz que Geninho vai cumprir o contrato até o fim, em 31 de dezembro e até os jogadores já perceberam que a situação de Geninho não é das mais seguras. Ontem, no trabalho de recuperação que o grupo costuma fazer no dia seguinte aos jogos, todos fizeram questão de dividir com o treinador a responsabilidade pelos últimos resultados negativos.
O capitão Fábio Luciano foi um dos primeiros a sair em defesa do chefe. ''O Geninho tem o apoio total do grupo e a gente vai tentar ajudá-lo'', observa o zagueiro. ''A pressão é externa. O Geninho tem todo o respaldo do grupo. Nós sabemos que a situação pode ser revertida já na próxima partida'', acrescenta o volante Fabinho.
Por tudo isso, o clássico de amanhã, contra o Santos, tornou-se uma espécie de decisão para o Corinthians. Além da obrigação de vencer para livrar Geninho do risco de uma demissão, o time encara o jogo como uma autêntica revanche diante do time de Émerson Leão. Em 2002, nos cinco confrontos entre os dois clubes, o Corinthians perdeu todos, inclusive a final do Campeonato Brasileiro.
Pressionado e sabendo da importância do clássico contra o Santos, Geninho concentrou a equipe e voltará a conversar com a imprensa hoje, após o treino da manhã, em Itaquera. Na semana passada, o técnico afirmou que não sente medo de perder o emprego no Corinthians. No seu contrato não consta multa rescisória.

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