São Paulo - O Corinthians acabou com o jejum de cinco jogos sem vitórias no Campeonato Paulista ao fazer 2 a 1 no Bragantino, no último domingo. E está na disputa da Copa do Brasil, de olho em vaga na Libertadores de 2008. Mas nada disso significa segurança para Emerson Leão. Pelo contrário. Todo o respaldo que ele tinha da diretoria do clube, principalmente do presidente Alberto Dualib, já não existe mais e, a qualquer momento, pode acontecer a saída do treinador do Parque São Jorge.
A situação do técnico é bastante delicada. Ele mesmo começa dar sinais de desgaste. Nos últimos dias, em conversas com amigos, Leão admitiu estar com os dias contatos no clube. Disse haver muita gente querendo derrubá-lo no Parque São Jorge e que não resistirá por muito tempo.
Na semana passada, antes do duelo com o Marília (1 a 1 na casa do adversário), Leão discursava em tom de despedida. ''Tenho carta branca do presidente, mas... Não estou satisfeito com os resultados, assim como ele e o torcedor'', afirmou.
O treinador, agora, segue respaldado apenas por Dualib. O presidente, contudo, vem sofrendo grande pressão de alguns dirigentes e conselheiros, mas não quer romper a promessa feita a Leão antes da contratação.
Num jantar na casa do técnico, Dualib prometeu cumprir os dois anos de contrato e dar total autonomia para o comandante. Só assim conseguiu tirar Leão do São Caetano, em agosto de 2006.
Agora, sete meses depois, o presidente já pensa em nova conversa. Quer propor um acordo de cavalheiros para uma saída amigável. Orgulhoso, o técnico não aceita, de forma alguma, pedir demissão. ''Quem quiser jogar a toalha que peça para sair do time'', cobra Leão, com frequência, de seus jogadores.
Leão começou a perder força no Corinthians quando perdeu para o São Paulo, por 3 a 1, pelo Paulistão. Ele teve medo de colocar o time no ataque, escalando vários volantes e, mesmo assim, acabou sendo completamente envolvido pelo adversário. Ali começava a bater boca com o meia Roger, que pediu mais coragem à equipe, assim como fez, dias depois, diante do Palmeiras, em novo revés: 3 a 0 com quase nenhum chute a gol.
Nilmar - Uma reunião terça-feira à noite no Parque São Jorge parece ter encaminhado a situação do atacante Nilmar no Corinthians. Dirigentes do clube acenaram a representantes do jogador com o interesse de fazer valer a liminar que ''prende'' Nilmar ao time até dezembro, como o clube queria desde o início.
Desta vez, o empresário Orlando da Hora e o advogado André Ribeiro entenderam ser essa a melhor solução para o caso. O que mais motivou a dupla de representantes foi a disposição do Corinthians de bancar o tratamento de Nilmar nos seis meses em que ele deverá ficar parado por conta da nova cirurgia. O atacante deixou ontem o hospital, no Rio, e ficará duas semanas de repouso, para só depois retomar o longo tempo de fisioterapia.

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