Dentro da filosofia de adaptar o taekwondo para que qualquer indivíduo possa praticá-lo, o mestre Jair Queiroz também desenvolve um trabalho interessante para portadores de necessidades especiais. Através de sua experiência, o professor-psicólogo já ensinou a modalidade para cadeirantes e portadores de Síndrome de Down.
Isabela Akemi, 18 anos, perdeu a visão há dez e encontrou no taekwondo uma nova maneira de superar suas dificuldades. ''O taekwondo mudou muito a minha vida. Desenvolvi mais agilidade, equilíbrio, tenho mais segurança e sou mais alegre. Isso com certeza vai ajudar muito no meu dia a dia'', conta ela, que chegou a praticar natação, mas se apaixonou mesmo pelo taekwondo.
''É um ensino mútuo, pois ela me ensina a trabalhar com ela e eu ensino ela a praticar. É uma experiência muito marcante'', relata Queiroz.
A qualidade de vida também foi fator decisivo para o padre Wanderley Rodrigues dos Santos recolocar o taekwondo entre suas atividades diárias. ''Tive que parar quando entrei para o seminário e retornei há dois meses. O taekwondo para mim é o caminho dos pés e das mãos, gera harmonia entre o que falo e o que penso. Gera equilíbrio'', descreveu o pároco de 39 anos, que pelo menos três vezes por semana troca o altar pelo dojôs. ''Pretendo não parar mais'', finaliza. (R.S.)

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