Não houve acordo na primeira audiência, realizada ontem, em Londrina, da ação trabalhista que o ex-diretor e ex-técnico do Londrina, Raul Plassmann, está movendo contra o clube. Plassmann compareceu à audiência acompanhado de seu advogado, Wilson Leite de Morais, e os representante do Londrina foram César Satel e o advogado Ricardo Ramalho Cardoso.
Não houve conciliação porque o ex-técnico pediu R$ 60 mil para retirar a ação ele cobra salários atrasados e verbas rescisórias por ter sido dispensado do cargo, em maio de 2004 e o clube não concordou com a proposta.
''O clube não aceita porque ele (Raul) terá que provar de forma documentada que recebia por fora R$ 10 mil mensais, conforme afirma, além do salário de R$ 2 mil que era registrado em carteira. A diretoria atual está em dia com suas obrigações fiscais e tudo está sendo feito com documentos'', esclareceu o advogado do LEC. Com isso, haverá uma segunda audiência, dia 17 de janeiro de 2007, na qual Plassmann será colocado frente a frente com o presidente do LEC na época, Carlos Alberto Garcia.
O ex-técnico, que trabalhou no clube de 2003 a 2004, afirma que foi demitido por Garcia, devido ao alto salário que recebia para os padrões do Tubarão. E disse que não foi dada a baixa em seu contrato de trabalho e que seus direitos trabalhistas não foram pagos. Inicialmente, o advogado do LEC informou que a versão de Garcia era de que Plassmann havia ''pedido as contas e ido embora''.
Ontem, porém, ao ser procurado pela Folha, Garcia assumiu que o demitiu no próprio campo, no Estádio do Café. ''Não vou negar, não. Demiti e só me arrependo de não ter feito aquilo antes, porque quando assinei a primeira folha de pagamento, que era de R$ 23 mil, vi que o salário dele dava quase metade. Vi que não daria para mantê-lo, mas acabei deixando a coisa correr'', disse Garcia.
O ex-presidente, que não foi chamado à audiência, na 1Vara do Trabalho, esclareceu que o valor de R$ 10 mil, que Plassmann declarou que recebia ''por fora'', era para ser pago com recebimento de nota fiscal. ''Vou testemunhar a favor do Londrina e esclarecer esses fatos quando for solicitado'', adiantou.

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