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Atraso nas obras do Moringão cancela eventos em Londrina

Atraso nas obras de reforma do Moringão cancela eventos em Londrina; nova licitação ainda não foi aberta pela administração municipal

Lucio Flávio Cruz - Grupo Folha
Lucio Flávio Cruz - Grupo Folha

Atraso nas obras do Moringão cancela eventos em Londrina
Gustavo Carneiro
 



O atraso e o futuro incerto das obras no ginásio Moringão refletem diretamente em várias modalidades esportivas de Londrina. Um dos principais palcos da cidade e da região, o local não receberá nenhuma competição pelo menos até o início do segundo semestre.


No fim do ano passado, a prefeitura de Londrina rompeu o contrato com a empresa N. da Cruz Alves (Pottencial Engenharia), de Jandaia do Sul (Norte), pelo atraso expressivo no cronograma das obras. A ordem de serviço foi assinada em agosto de 2019 e a previsão da entrega das reformas era para o dia 19 de fevereiro.




O contrato contemplava R$ 1,9 milhão para troca do telhado, modernização dos sistemas elétrico e hidráulico e ainda melhoria no setor administrativo do ginásio. Passados mais de cinco meses do início da obra, apenas 18% do cronograma foi cumprido.


"Isso foi um nocaute para nós. Infelizmente o processo licitatório não passa pela gente", lamentou o presidente da FEL (Fundação de Esportes de Londrina), Fernando Madureira. 


Ao menos dez eventos esportivos estavam pré-agendados para serem realizados no Moringão entre os meses de fevereiro e julho. Competições de basquete, vôlei, futsal, jiu-jitsu, taekwondo, além de jogos e olimpíadas escolares. Em razão do atraso nas obras, todos precisam ser remanejados. 


"Apesar da reforma não atingir a quadra diretamente, tivemos que cancelar os eventos porque não tem como utilizá-la."




"Apesar da reforma não atingir a quadra diretamente, tivemos que cancelar os eventos porque não tem como utilizá-la. Em razão da troca do telhado, há muita umidade dentro do ginásio e o madeiramento do piso empenou em vários pontos e há locais onde o piso se soltou, o que traz muitos riscos aos atletas", afirmou Madureira.


REMANEJAMENTO

Desde o início das obras, alguns eventos já tiveram que ser remanejados do Moringão. O Campeonato Brasileiro de GR (Ginástica Rítmica), em novembro, foi transferido para o ginásio do Colégio Universitário. "Para este ano temos previsto o Brasileiro novamente em Londrina e esperamos que o Moringão esteja pronto até novembro. Porque o Paranaense conseguimos fazer em outros espaços, mas o Brasileiro é complicado", ressaltou a presidente da Federação Paranaense de GR, Márcia Aversani. 


O Campeonato Paranaense de taekwondo, com 850 participantes, será entre os dias 16 e 18 de maio e aconteceria no Moringão, porém a organização busca outros locais e cogita até mesmo levar o evento para Cambé (Região Metropolitana de Londrina). "O ideal seria o Moringão pelo porte da competição e por permitir a presença de público, que é um dos nossos objetivos para fomentar a modalidade", frisou Vagner Lopes, presidente do Ipec (Instituto Paranaense de Esportes e Cultura), organizador do evento. "Temos outras alternativas, mas todas tornam a competição mais cara e com restrições comerciais e de público, por serem locais privados".


Outro evento que vive o mesmo problema é a Copa do Brasil de Kickboxing, programada para o mês de setembro, junto com o JAP's (Jogos Abertos do Paraná) Combat, que tem a primeira edição agendada para Londrina. "Estamos negociando com a FEL e acreditamos que vamos encontrar uma alternativa para manter o evento na cidade", revelou Fabio Galvão, presidente da Delegacia de Kickboxing do Paraná. A Copa do Brasil deve reunir 1,2 mil lutadores. 


As obras no Moringão devem ser retomadas somente a partir de abril. A expectativa da administração municipal é que a nova licitação seja aberta em fevereiro e que sejam necessários ao menos mais 90 dias para finalizar a reforma. "Há uma promessa da Gestão Pública que providências estão sendo tomadas para que situações como esta não se repitam. A nova licitação será dividida em lotes, o que deve agilizar os trabalhos e evitar que a ganhadora terceirize os serviços", explicou Madureira. 

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