antes alteração de horário, era chegar pouco antes das 16 horas e pechinchar com os cambistas. "Mas como o jogo foi transferido para a noite, a gente teve de se submeter para não correr o risco de ficar sem ingresso." A turma, formada também pelos primos Rodrigo e Humberto Carvalho assistiu aos dois primeiros jogos da final. "E não seria agora que a gente iria ficar de fora", completou Cláudio. Sem saber se o jogo seria seria realizado à tarde ou à noite, os torcedores que moram em outros estados e no interior chegaram cedo ao Morumbi e passaram o dia no local. Com isso, os tradicionais vendedores que trabalham no estádio aumentaram o faturamento. Para não perder a freguesia, a maioria dos ambulantes que chegou cedo, mesmo sabendo da possiblidade de sair dali somente na madrugada do dia seguinte. "Não é fácil, a gente chegou aqui às 7 horas da manhã", disse Ana Maria Rodrigues, que vende lanches. O desgaste, segundo ela, é grande, mas o faturamento aumentou em 30%. "Mas o maior movimento é mesmo no horário do jogo." A vendedora de lanches Rosa Ana Caetano explica que boa parte do ganhos dos ambulantes que trabalham na área de alimentação se dá após a partida. "Principalmente porque a gente só pode vender bebida alcoólica na saída da torcida."Por Valéria Zukeran São Paulo, 22 (AE) - Para os ambulantes que trabalharam hoje nas imediações do Morumbi, a confusão criada na definição do horário da partida entre Corinthians x Atlético Mineiro foi um presente de Natal antecipado. O Papai Noel mais gordo foi dos cambistas. Com a definição da transferência de horário das 16 horas para às 21h40, muitas pessoas que não iriam ao Morumbi por estarem trabalhando correram em busca de um ingresso para acompanhar a final do Campeonato Brasileiro. "Lembro que na final de 1977, com mais de 100 mil pessoas no Morumbi não tive problema para comprar ingresso, hoje é uma dificuldade", lamentou o corintiano José Luiz dos Santos. Acompanhado de outros quatro amigos, teve de pesquisar e pechinchar durante uma hora para conseguir um lugar na arquibancada, pagando R$ 32,00 por um ingresso normalmente vendido por R$ 10,00. "Chegaram a oferecer lugar na geral, que custa R$ 5,00, por R$ 35,00", disse indignado, Cláudio Roberto Carvalho, amigo de Santos. Segundo ele, o plano inicial do grupo

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