São Paulo - Após conquistar o mais esperado ouro do Brasil em Atenas, o velejador Robert Scheidt disse que o grito de campeão estava preso na garganta. ''A semana inteira vinha pensando que podia chegar ao segundo ouro. Fiz uma competição bastante consistente, só no quarto dia não fui bem, tirei um 19º e 12º. O moral caiu um pouco. Mas reagi no dia seguinte'', disse o brasileiro ao site do Comitê Olímpico Brasileiro.
O atraso de quase três horas no início da regata, por falta de ventos, mexeu com os nervos do velejador. ''Hoje foi um dia muito tenso, demorou muito para a regata largar. Mais uns 20 minutos e teriam de anular e eu seria o campeão. Então é difícil. Fica uma tensão'', afirmou Scheidt. ''Eu pensei: espero que demore para o vento entrar. Mas ao mesmo tempo você pensa que é mais justo ter a última regata. Eu eu ganhei velejando e isso foi fantástico.''
Marcada para as 13h (7h de Brasília), a regata, a última e decisiva da competição, só começou quase três horas depois. Às 15h44, 11 minutos antes de terminar o prazo de tolerância, a organização autorizou o início da prova com um vento de oito nós, dois a menos que o mínimo exigido. Ao fim da prova, com seu segundo ouro, Scheidt se jogou na água e gritou: ''Este (grito de campeão) estava preso na garganta''.

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