ATP garante Masters em São Paulo
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 22 de fevereiro de 2000
Por Chiquinho Leite Moreira 
São Paulo, 23 (AE) - O local ainda continua indefinido, mas o todo poderoso da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), Mark Miles, garantiu, hoje, em entrevista coletiva, que São Paulo vai mesmo ser a sede do Mundial de Tênis, com os oito melhores jogadores da temporada, em 2001. A visita do dirigente ao Brasil, como definiu o empresário português João Lagos - responsável pela realização do evento - foi de "acalmar os ânimos" e tranquilizar a todos, encerrando dúvidas sobre a possibilidade de cancelamento, por não ter sido encontrado ainda um lugar para a construção do ginásio.
As opções continuam sendo a Cidade Universitária, o Parque Villa Lobos, com o Ginásio do Ibirapuera, praticamente, já fora de cogitação.
Miles gostou dos dois primeiros lugares que visitou, mas não viu condições para organizar o evento no Ibirapuera.
"Não sou nem engenheiro, nem arquiteto, mas está claro que o Ibirapuera necessitaria de muitas reformas para poder se sede do Masters", afirmou Miles. "Gostei dos projetos da Cidade Universitária e do parque Villa Lobos."
O impasse continua com a possibilidade de construção de um complexo de tênis definitivo, como quer e vem insistindo João Lagos. Um local que permaneça e possa ser usado como centro de treinamento e formação de jogadores, após a realização do evento.
A idéia de construção de um complexo definitivo foi bem aceita pelo Governo do Estado de São Paulo, como contou Mark Miles, depois de ter se encontrado com o secretário Estadual de Esportes, Marcos Arbaitman.
O dirigente da ATP ficou inclusive sabendo que São Paulo tem planos de organizar os Jogos Pan Americanos e, por isso, contar já no ano 2001 com um ginásio de tênis, com infra-estrutura para grandes eventos, ajudaria à cidade a concretizar este objetivo.
Passos lentos - Tanto Mark Miles como João Lagos e, inclusive, o vice-presidente da ATP para a América Latina, Eduardo Menga - que também participou da coletiva - a preferência é mesmo pelo campus da Cidade Universitária. Por isso, o escritório da João Lagos Sports, em São Paulo, chegou até mesmo a refazer o projeto que já tinha sido apresentado à reutoria. Mas, o problema, vem de outra corrente: o conselho universitário - formado pelos alunos da Universidade de São Paulo - ainda não aprovou a realização do Masters.
Sem este aval, o evento não poderia ser disputado na USP. Insistente, João Lagos espera para esta semana, ou o mais tardar
na próxima segunda-feira, uma resposta positiva do conselho universitário para poder dar início a construção do complexo de tênis. Caso contrário irá direcionar sua força para o parque Villa Lobo. Sempre com o objetivo de um local definitivo e com quadra coberta, capacidade para aproximadamente 14 mil pessoas e superfície de saibro.
Torneio no Brasil - Com um discurso simpático, muitos elogios ao empresário João Lagos, Mark Miles disse que já conhecia São Paulo desde os tempos em que trabalhou na organização do Pan Americano de Indianápolis, em 1987. E empenhado em organizar o Masters na América do Sul, o dirigente da ATP deixou claro que vai dar apoio ao Brasil para trazer um torneio do circuito profissional para São Paulo.


