Calçar os tênis e sair pela cidade correndo representa muito mais do que um simples momento de lazer para o técnico em eletrotécnica Dirceu Vivi, de 40 anos. Quem o vê em ação nem imagina que o homem que hoje esbanja fôlego e vitalidade já esteve à beira da morte. Graças ao esporte, ele ganhou uma segunda chance e não desperdiçou. "Sou muito grato ao esporte. Talvez, se não fosse por ele, eu nem estaria aqui contando essa história."
E a trajetória de Vivi merece mesmo ser contada. É um exemplo de superação e uma mostra do que o esporte é capaz de realizar na vida das pessoas. Pertencente a uma família bastante humilde, oriunda da zona rural de Guarapuava, ele partiu para a cidade ainda menino para tentar a sorte. Teve mais que isso. Começou a trabalhar, mas a independência tão sonhada veio acompanhada de uma vida sem regras. Até que aos 19 anos, veio a constatação: Vivi já era um alcoólatra.
As coisas só foram piorando e, com 27 anos foi diagnosticado com hepatite alcoólica. Dois anos mais e o vício chegou ao ponto máximo e lhe rendeu uma cirrose. Aos 31, entrou em coma.
A fé lhe ajudou a sair do coma, mas não evitou que Vivi entrasse numa depressão profunda. Até que um dia, ele resolveu dar o primeiro passo para voltar a viver. Num passeio pelas ruas de Guarapuava, ao lado do filho mais velho, Wélerson, foi parar na pista de atletismo. E ali tudo começou a mudar. "Ali eu vi que estava o legado que tanto pedi a Deus. Comecei a vê-lo correndo e me empolguei. Desde aquele dia, comecei a participar de corridas de rua e não parei mais", afirma.

O esportista mantém um projeto social que atende cerca de 35 crianças na zona sul de Londrina

O uso abusivo de bebida alcoólica pode provocar doenças graves como pancreatite alcoólica (inflamação do pâncreas), hepatite, gastrite, hipertensão e problemas no coração

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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