Atletismo prevê menos medalhas
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segunda-feira, 04 de agosto de 2003
Agência Folha 
Santo Domingo - O presidente da Confederação Brasileira de Atletismo, Roberto Gesta de Melo, evita fazer previsões precisas sobre quantas medalhas o atletismo do país conseguirá em Santo Domingo, mas acha difícil alcançar as 17 dos Jogos de Winnipeg, há quatro anos. ''Acho que iremos bem, vamos ganhar mais de dez medalhas'', calculou o dirigente.
''Mas aquilo que aconteceu em Winnipeg foi fora do normal'', disse Melo, ao ser questionado sobre o número de medalhas obtidas na última edição do Pan.
Um fato que prejudicou as chances do Brasil na República Dominicana foi a suspensão preventiva, por doping, da saltadora Maurren Maggi, 27, que tinha chances reais de obter duas medalhas.
''Nada é absoluto, mas, em condições normais, a Maurren conquistaria pelo menos um ouro no salto em distância. Creio que, no salto triplo, ela também conseguiria uma medalha, mas não daria para prever qual. Sem ela, nossa perspectiva é de duas medalhas a menos'', lamenta o dirigente.
Uma dificuldade adicional para os atletas que disputarão o revezamento 4 x 100 m é o fato de a prova no Pan consistir de só um tiro.
''Normalmente, utilizamos os primeiros tiros para ir corrigindo os erros, nos acostumando mais uns aos outros. Do jeito que vai ser aqui, tudo terá de estar perfeito de primeira'', explica Quirino, que, além dos 200 m, tem a chance de disputar o revezamento a formação somente será definida após as finais dos 200 m, segundo o técnico Jayme Neto.
Os brasileiros com mais chances de medalha são Vanderlei Cordeiro (maratona), Elisângela Adriano (lançamento de disco), Jadel Gregório (salto triplo), Marilson dos Santos (5.000 m e 10.000 m), Hudson de Souza (1.500 m) e Osmar Barbosa (800 m).


