Berlim, Alemanha - Em um momento delicado para a modalidade no Brasil, após um escândalo de doping, a saltadora Maurren Maggi, campeã olímpica em Pequim-2008, é a principal esperança do país no Mundial de Atletismo de Berlim, que começa na madrugada de amanhã (horário de Brasília), em Berlim.
Maggi é o grande nome do atletismo brasileiro, onde tentará repetir a conquista no salto em distância na última Olimpíada. O país chega ao Mundial em um momento delicado, depois que cinco atletas foram flagrados em exames antidoping e suspenso de modo preventivo.
Além de Maggi, o atletismo brasileiro também deposita suas esperanças no paranaense Jadel Gregório, do salto triplo, vice-campeão mundial em Osaka-2007, Fabiana Murer, do salto com vara, que conquistou o bronze no Mundial indoor de Valencia, e Marilson dos Santos, bicampeão da maratona de Nova York.
Na história da competição, o Brasil já conquistou 10 medalhas, cinco de prata e cinco de bronze. ''Sabemos que o Mundial de Berlim terá um nível tão forte como o dos Jogos de Pequim, mas o desejo é colocar o maior número possível de atletas no pódio'', afirmou o brasileiro Hélio Marinho Gesta de Melo, secretário-geral da Confederação Sul-Americana de Atletismo.

Bolt x Gay
O duelo anunciado entre os velocistas Usain Bolt e Tyson Gay será o ponto alto do Mundial de Atletismo. Usain 'Lightning' Bolt, tricampeão olímpico em Pequim e detentor do recorde mundial nos 100 m, 200 m e revezamento 4x100 m, é o favorito deste combate de pesos-pesados.
''Acho que vou ser mais rápido (que Tyson Gay). Estou pronto, sei o que tenho que fazer para ser o campeão'', avisou o atleta.
O jamaicano de 1,96m é mais alto que o norte-americano Gay, que mede ''apenas'' 1,83. O velocista de Kentucky, tricampeão mundial, acredita em suas chances de deixar o jamaicano para trás em Berlim: ele cravou os melhores tempos de 2009, tanto nos 100 m (9s77 contra 9s79 para Bolt) quanto nos 200 m (19s58 contra 19s59).
Contudo, ele sabe muito bem que o atleta do Caribe correu sob forte chuva nos Meetings de Paris e de Lausanne e que numa pista seca, o jamaicano de 22 anos tem tudo para repetir, ou até superar, os recordes mundiais de 9s69 (100 m) e 19s30 (200 m) que ele mesmo estabeleceu em Pequim. ''Estou me preparando para um combate'', avisou o americano.
Usain Bolt reiterou diversas vezes seu desejo de ''entrar na história do atletismo''.
A final dos 100 m, que acontecerá neste domingo, será o primeiro duelo da temporada entre Bolt e Gay.

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