Atletismo já supera campanha de Londres
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terça-feira, 13 de setembro de 2016
Folhapress 

Rio de Janeiro - A cinco dias do final dos Jogos, o atletismo paralímpico brasileiro já ultrapassou na Rio-2016 o número de pódios de Londres-2012. Ontem, com a conquista de mais quatro medalhas (um ouro, duas pratas e um bronze), chegou a 21 (sete de ouro, nove de prata e cinco de bronze). Na Inglaterra, foram 18 (sete ouros, oito pratas e três bronzes).
É o melhor desempenho nacional do esporte na história, superando qualitativamente Nova York/Stoke Mandeville-1984 (6 de ouro, 12 de prata e 3 de bronze). Na comparação entre os esportes mais nobres dos Jogos, o atletismo desbancou a natação e é protagonista na tábua de medalhas no Rio. Em Londres, a natação superou o atletismo em ouros: 9 a 7.
O atletismo tem sido vital para a pretensão do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) de encerrar os Jogos entre os cinco primeiros, pelo número de ouros. O país está justamente em quinto lugar, com 10 ouros, 21 pratas e 12 bronzes - as 43 medalhas igualam o total obtido em Londres.
Dos dez ouros do Brasil até as 19h50 de ontem, sete tinham sido do atletismo.
Esperava-se uma oitavo, mas a deficiente visual Terezinha Guilhermina, favorita, queimou a largada dos 200 m e voltou a ficar sem medalha. Ela já tinha sido desclassificada nos 100 m, da qual era atual campeã paralímpica. Mesmo com a desclassificação, depois da prova ela deu uma volta pela arena agradecendo ao público.
Subiram ao lugar mais alto do pódio no Engenhão: Petrúcio dos Santos (100 m),Daniel Martins (400 m), Alessandro Rodrigo Silva e Claudiney dos Santos (ambos no lançamento do disco, em classes diferentes), Ricardo de Oliveira (salto em distância), Shirlene Coelho (lançamento do dardo) e o revezamento 4 x 100 m (para deficientes visuais).


